Bom dia!
A guerra no Oriente Médio começa a dar sinais de impacto na economia real. E um dos símbolos máximos do conflito é a alta dos combustíveis. Nos EUA, os preços da gasolina nos postos subiram para o maior patamar desde 2024, enquanto as cotações no mercado futuro avançam mais de 27%. Os dados são da agência Bloomberg.
O Brasil vai pelo mesmo caminho. Redes de postos afirmam que os custos de importação tanto do diesel quanto da gasolina subiram por causa do conflito, elevando os preços aos consumidores, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo. A Petrobras, que é a principal fornecedora de combustíveis do país, não promoveu reajuste de preços por causa da guerra. O petróleo é negociado acima de US$ 86 por barril nesta manhã, dando sequência às altas dos últimos dias.
Na prática, o aumento imediato nos custos do combustível tem potencial de acelerar a inflação justamente em um momento em que bancos centrais buscavam por sinais de estabilização de preços. O fenômeno pode mudar a trajetória de taxas de juros nos países.
Nos Estados Unidos, a ferramenta Fed Watch, da CME, mostrava, até semana passada, chances de um novo corte de juros na reunião de junho. Agora, a previsão é de que a taxa do país caia novamente apenas em setembro.
A trajetória de queda da Selic também pode ser afetada pela guerra. O Banco Central deve começar a cortar os juros na reunião do dia 18 de março. Ainda assim, a cautela subiu. Na véspera, o diretor de política monetária, Nilton David, disse em palestra o óbvio: que os dados das próximas semanas, que incluem as mudanças de cenário causadas pela guerra no Irã, serão considerados pelo Copom.
A sexta-feira começa com os futuros americanos em queda, enquanto a Europa tenta se firmar no positivo. O destaque da agenda americana é o payroll de fevereiro. Ainda que importante, o indicador perde força frente às incertezas causadas pela guerra.
No Brasil, o destaque é a teleconferência de resultados da Petrobras (leia mais sobre os resultados da companhia abaixo). Os papéis da estatal negociados em Nova York saltam mais de 2% no pré-mercado. Ainda assim, não é o bastante para colocar o EWZ, o fundo que representa a bolsa brasileira em NY, no positivo. Bons negócios.
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