Bom dia!
É como numa mesa de pôquer. A Amazon divulgou na quinta que pretende investir US$ 200 bilhões em 2026, bolada que será voltada ao ecossistema de inteligência artificial. Um dia antes, a Alphabet, dona do Google, havia previsto desembolsos de até US$ 185 bilhões, o que já era maior do que os US$ 115 bilhões divulgados pela Meta no começo da semana.
Investidores não parecem curtir esse jogo de quem gasta mais, e as ações da companhia de Jeff Bezos despencam mais de 7% no pré-mercado nesta sexta-feira. Ainda assim, os futuros das bolsas americanas mostram recuperação neste começo de manhã, após o derretimento da véspera.
Não é muito diferente de uma aposta o que ocorre com o Bitcoin. A cripto tenta avançar nesta manhã após ter ficado abaixo dos US$ 60 mil dólares pela primeira vez desde 2024. O marco é importante porque ele apaga os ganhos de investidores que apostaram na cripto com a chegada de Donald Trump para seu segundo mandato nos EUA. Havia a expectativa de que o republicano, com as apostas que seu clã fez em criptos, pudesse criar um ambiente de desregulação que ajudasse a turbinar as moedas.
Agora, os entusiastas voltam a prever a chegada de um novo "inverno cripto", o período – que seria cíclico, mas temporário – em que os ativos digitais viveriam uma desvalorização, para então voltar a subir. Nos "invernos" passados, as quedas foram diretamente relacionadas a problemas de confiança. No caso de agora, trata-se de uma mera fuga de ativos de risco, sem nenhum gatilho que seja relacionado ao mundo cripto. Sem uma razão clara para a queda, apostar em uma narrativa de recuperação fica ainda mais complexo.
Enquanto isso, o otimismo no Brasil persiste. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras no exterior, avança quase 1% no pré-mercado. A agenda econômica é fraca tanto aqui quanto no exterior. Bons negócios.
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