Bom dia!
Os futuros das bolsas americanas ensaiam uma recuperação nesta manhã de quinta-feira, após a queda registrada no pregão da véspera. Investidores continuam caçando fantasmas em torno dos aportes em inteligência artificial, tentando identificar quem serão os ganhadores e perdedores da tendência.
Agora, a caçada é contra empresas de softwares que poderiam ser substituídas caso os serviços de IA se tornem de fato eficientes.
Você já viu esse filme, e faz pouco tempo. Quando as canetas emagrecedoras se tornaram uma febre, ali em 2023, analistas de ações foram pelo mesmo caminho, tentando prever quais negócios seriam afetados ou beneficiados por uma eventual adoção em massa pela população, isso para além das fabricantes do medicamento.
Teve analista prevendo queda nas vendas nos supermercados, o que afetaria, por exemplo, o Walmart, e outros apostando nos ganhos das marcas de luxo, já que mais gente caberia nas numerações restritivas das grifes.
Passada a febre inicial, as ações da Novo Nordisk, pioneira das canetas emagrecedoras, despencam 41% em doze meses, enquanto o Walmart superou pela primeira vez o valor de mercado de US$ 1 trilhão, patamar que era até então uma exclusividade das big techs.
Nesta quinta, as atenções se voltam para os resultados da Amazon, após a Alphabet, dona da Google, ter divulgado planos de investir até US$ 185 bilhões em IA em 2026, superando os US$ 115 bilhões anunciados pela Meta.
Fora do mundo corporativo, o destaque nos EUA é a divulgação de dados de trabalho, com o Jolts e os pedidos de auxílio-desemprego.
No Brasil, a temporada de balanços continua, com destaque para os resultados do Bradesco, que saem após o fechamento do mercado. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, recua nesta manhã, na contramão de Nova York, mas acompanhado das baixas registradas na Europa e na Ásia. Bons negócios.
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