Bom dia!
O mundo parece estar próximo de ter mais acesso a petróleo justamente no momento em que menos precisa. Os Estados Unidos têm avisado que estão perto de um acordo com o Irã para liberar o embargo que pesa há décadas sobre o país do Oriente Médio.
O Irã está sob sanções por conduzir um programa próprio de armas nucleares, que agora poderia ser abandonado em prol de um acordo com os EUA.
Nisso, o petróleo recua mais de 3%, a US$ 63 por barril. Essa tem sido a cotação média da commodity no último mês, a menor desde 2021.
O Goldman Sachs produziu um relatório, divulgado nesta semana, analisando as postagens de Donald Trump em relação ao preço do petróleo. Segundo o documento, Trump parece mexer com notícias sobre o assunto para manter o barril do tipo WTI (referência no mercado americano) entre US$ 40 e US$ 50.
Preços de energia mais baixos têm efeito deflacionário sobre a economia, devido não apenas a custos de produção menores, mas a preços mais baixos de frete. O WTI recua mais de 4% nesta manhã, para US$ 60.
Acontece que o aumento da oferta de petróleo chega justamente no momento em que economistas preveem desaceleração da atividade econômica global, em parte também causada pela guerra comercial travada pelo presidente americano.
Nesta quinta, os futuros das bolsas americanas começam o dia em baixa, mesmo sinal dos principais índices europeus. O EWZ, fundo de ações negociado nos EUA que aponta a tendência para o Ibovespa, também recua.
Na agenda econômica, o destaque é a inflação ao produtor nos Estados Unidos e as vendas no varejo no Brasil. Bons negócios.
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