Bom dia! 72%: esse foi o tamanho do tombo na exportação de smartphones da China para os Estados Unidos em abril, o que significa o menor volume desde 2011. Fica difícil pensar em um número tão ilustrativo do tamanho do estrago causado pela guerra comercial de Donald Trump.
A queda no segmento superou com folga o tombo de 21% nos embarques totais de produtos chineses aos EUA. Nisso, analistas começam a prever disrupções na cadeia de produção de eletrônicos, algo visto recentemente durante a pandemia. Não só isso: banqueiros americanos têm repetido que a pausa nas tarifas sobre os demais parceiros e o acordo temporário com a China, que interrompeu o "embargo" causado pela alíquota de 145%, não são suficientes para dissipar a incerteza sobre o futuro da economia global. E que grandes companhias estão adiando investimentos por causa disso, minando o potencial de expansão da atividade no longo prazo. Nesta terça, os futuros americanos amanheceram em baixa, pressionados pela incerteza da guerra comercial. As bolsas europeias avançam. O dia tem agenda fraca no cenário internacional, abrindo espaço para investidores se dedicarem aos discursos de dirigentes do Fed, que começam a falar logo às 10h. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança, e promete uma abertura no positivo para o Ibovespa. A bolsa brasileira renovou sua máxima histórica (em termos nominais) no pregão de segunda-feira, sustentada pelas declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre a manutenção da Selic no patamar de 14,75% ao ano, o maior desde 2006. Bons negócios. |
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