Bom dia!
Os futuros das bolsas americanas começam a superquarta em alta. Desta vez, porém, o otimismo nada tem a ver com as decisões sobre os juros nos Estados Unidos ou a prevista alta da Selic. Mais uma vez, a guerra comercial de Donald Trump rouba o protagonismo da agenda econômica.
Na noite de terça-feira, China e EUA anunciaram que vão se encontrar na Suíça para negociar alguma espécie de alívio na guerra comercial. Não está claro que tipo de acordo será possível, então investidores celebram que houve consenso sobre o encontro.
Enquanto isso, Jerome Powell e seus colegas de Fed devem manter a taxa de juros nos Estados Unidos no atual patamar de 4,25% e 4,50% enquanto esperam para ver os impactos da guerra comercial sobre a inflação e a atividade econômica. As tarifas tendem a elevar o preço dos produtos no mercado doméstico, mas há dúvida se esse impacto será temporário ou de longa duração.
A incerteza já fez investidores mudarem as suas apostas para quando o Fed recomeçará o ciclo de corte nas taxas. Há uma semana, as apostas medidas pela ferramenta Fed Watch, da CME, apontavam que o primeiro corte ocorreria em junho. Agora, as apostas são de que o juro voltará a cair apenas em julho.
Enquanto isso, o Brasil segue no ciclo de aperto monetário. Após o fechamento do mercado, o BC brasileiro deve anunciar a alta da Selic. Independentemente da magnitude, será a mais alta taxa de juros do país desde 2006. A atual taxa, de 14,25% ao ano, é a mesma registrada no auge da crise econômica do governo Dilma, em 2015.
Antes disso, investidores locais acompanham a divulgação da produção industrial, que tradicionalmente é afetada pela Selic elevada. Não há negócios com o EWZ, o fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, nesta manhã. Na contramão dos EUA, as ações europeias recuam. Bons negócios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário