Bom dia! O Ibovespa subiu 2,07% apenas nesta semana, expandindo o ciclo positivo para as ações brasileiras, que avançam 15,84% no acumulado do ano. Não só isso, o índice renovou seu recorde nominal, negociado a 139 mil pontos. Trata-se de uma alta um tanto improvável, dado o contexto de juros elevados no país. A Selic de 14,75% é o maior patamar registrado desde 2006. A tendência, nesses casos, é que investidores prefiram a renda fixa. Por outro lado, na conta fria dos mercados financeiros, as ações estavam baratas. Uma das formas de medir isso é pelo indicador preço/lucro, que divide o valor de mercado das empresas pelo lucro em doze meses. A conta final dá uma ideia de quantos anos o investidor levaria para recuperar o valor investido na ação com base nos resultados que a companhia entrega. Na virada do ano, P/L da bolsa estava em cerca de sete. Após a subida do Ibovespa, subiu para dez, o que é a praticamente a média dos últimos 25 anos. Esse é um exercício matemático. Se a expectativa futura é de que o lucro das empresas vai cair, pouco importa o P/L barato. Por isso, o que pesa é o que investidores apostam para o futuro. Um dos motivos para a alta da bolsa é a volta dos investidores estrangeiros ao mercado local. Até 13 de maio, dados mais recentes da B3, ingressaram R$ 19 bilhões de recursos do exterior no mercado local. Estrangeiros respondem por 55% do volume de negócios na B3. O clima é positivo no pregão que encerra a semana. Os futuros americanos avançam e, se o desempenho se repetir durante as negociações à vista, o S&P 500 fechará a semana sem ter caído nenhuma vez – o Ibov registrou uma leve escorregada. As bolsas europeias também avançam nesta manhã, corroborando o dia positivo. A agenda econômica é fraca, o que deixa os rumos do mercado nas mãos do bom humor dos investidores. Bons negócios.
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