Qual o tempo ideal para planejar e pôr em prática um projeto com o envolvimento de dezenas de artistas e empresários e a expectativa de chacoalhar uma metrópole? Que tal dois meses e meio? Esse foi o intervalo entre a concepção e o lançamento do Mapa das Livrarias de Rua de São Paulo, iniciativa que uniu livreiros de 37 endereços da cidade em torno de uma divulgação maior em um mês no qual as vendas costumam cair bastante.
A publicação coletiva foi encabeçada por Cecília Arbolave e João Varella, sócios da Banca Tatuí, editora Lote 42 e Livraria Gráfica. Desde 2023, o casal se reúne com donos de outras livrarias para debater estratégias de sobrevivência em um mercado marcado pela desregulamentação, a concorrência com gigantes do comércio online e um número ainda baixo de espaços de convivência literária.
E um dos períodos críticos para eles é novembro, quando fica impossível competir com os descontos oferecidos diretamente por editoras, na Festa do Livro da USP. Este ano, uma ideia que surgiu em cima da hora cresceu além do esperado e recolocou as lojas no mapa. Nesse caso, de forma literal.
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