Bom dia!
Investidores terminam a última semana útil do ano desapontados com a falta do esperado rali de Natal. Trata-se da ideia de que o espírito festivo tem influência nos humores a ponto de o mercado ter mais chances de pender para o positivo durante dezembro. Ainda que a sexta-feira tenha viés de alta nos mercados financeiros globais, a verdade é que há pouco espaço para investidores terem ganhos que possam ser chamados de presente de Papai Noel.
Pegue o Ibovespa, por exemplo. O índice brasileiro recua 0,72% no acumulado de dezembro. Mesmo que o índice suba antes do Natal, dificilmente entregará ganhos robustos. E é ainda mais frustrante porque o Ibov chegou a avançar mais de 2% no mês, quando bateu a marca de 162 mil pontos.
O cenário não é muito mais animador em Nova York. Por lá, o S&P 500, maior índice de ações do mundo, cai 1,09%. Sair do zero a zero antes do dia 24 não é impossível a ponto de ser chamado de milagre, mas é improvável.
Investidores internacionais seguem presos entre o receio de bolha da IA e as dúvidas sobre a inflação dos Estados Unidos. Após a celebração de preços menores que o esperado, economistas começaram a apontar inconsistências no número, resultado dos buracos na coleta de dados em outubro e mesmo em novembro.
A agenda do dia é fraca lá fora. No noticiário doméstico, o destaque deve ser a aprovação do Orçamento de 2026 pelo Congresso, que encerra a agenda legislativa nesta sexta. Bons negócios.
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