Bom dia!
Os mercados financeiros globais começam a segunda-feira cautelosos, avaliando a proposta que teria sido feita pelo Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra na região. A contrapartida seria a retirada das discussões sobre o programa nuclear iraniano da negociação. A notícia foi publicada pelo site Axios e ainda não confirmada por outros veículos de imprensa.
Confirmada a proposta, ela chega após a suspensão das negociações entre Estados Unidos e Irã, previstas para o final de semana. E há pouca clareza de que sejam condições que Washington aceitaria. Enquanto isso, o mundo eleva a pressão pela reabertura da rota marítima, dado que a escassez de combustíveis ainda deve se materializar em impactos econômicos.
O receio e as medidas de proteção ante o choque inflacionário causado pelo petróleo devem aparecer de forma concreta nesta semana, quando bancos centrais importantes anunciam suas decisões de política monetária. Estão na lista o Fed, nos EUA, o Banco Central Europeu, o BoJ, no Japão, o BoE, na Inglaterra, além da decisão do Copom. A expectativa, por aqui, é que o Banco Central corte a Selic em 0,25 ponto percentual, isso apesar dos riscos inflacionários. A justificativa é o efeito excessivamente contracionista de uma taxa de juros a 14,75% ao ano.
Até lá, segue o suspense. Os futuros das bolsas americanas operam sem direção única, com o índice Nasdaq tentando virar para o positivo. Na Europa, o viés é de alta, isso apesar da subida firme do petróleo nesta manhã, que ignora a oferta iraniana.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança, após a semana negativa das ações brasileiras. O destaque do dia é a divulgação da nota de crédito, que está no centro da disputa eleitoral com o avanço do endividamento das famílias. Bons negócios.
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