Bom dia!
As bolsas globais começam abril em alta, celebrando o indicativo dos Estados Unidos de que a guerra no Oriente Médio poderá ser encerrada. O prazo para o fim do conflito tem a marca do presidente americano, Donald Trump: ocorreria em duas a três semanas. Investidores estão abraçando a promessa, apesar do republicano frequentemente dizer que algo acontecerá em duas semanas, para nunca de fato cumprir com o deadline que ele mesmo anunciou.
Talvez uma sinalização mais concreta para "comprar" o fim do conflito venha das declarações saídas da Casa Branca de que os ataques dos EUA ao Irã poderiam ser interrompidos mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz. Agora, o governo americano diz que o objetivo da guerra era impedir que Teerã tivesse bombas nucleares, o que teria sido atingido. Trump prometeu para a noite desta quarta um pronunciamento oficial sobre o Irã.
Quando os ataques começaram, os EUA haviam se juntado a pressão de Israel para atacar o Irã, sem que um objetivo específico tenha sido nomeado. E enquanto Trump se prepara para sair do conflito, que afeta sua popularidade internamente, Israel segue atacando o Líbano.
Nesta quarta, o noticiário é realmente sobre os Estados Unidos. Para além da guerra, o país produz a maior parte dos indicadores econômicos relevantes, como o relatório ADP de criação de vagas no setor privado e os números de venda no varejo.
O Brasil deve acompanhar o otimismo no exterior. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera em alta no pré-mercado. A agenda doméstica é fraca. Bons negócios.
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