Bom dia!
A subida do dólar em dezembro é fenômeno frequente no calendário brasileiro, assim como o Natal. O período de fechamento do ano é marcado pelas remessas de lucro de multinacionais para o exterior, elevando a demanda pela moeda estrangeira.
Ainda assim, cada vez que o dólar avança, o brasileiro leva um susto. Na quarta, a moeda americana subiu para R$ 5,52, de volta a patamares que não eram registrados desde outubro. Ainda assim, sempre vale colocar em perspectiva: no ano, o dólar cede 10%, reflexo da entrada de capital estrangeiro no país e do gigante diferencial de juros entre o Brasil (15%) e os EUA (3,75%).
Parte da escalada do dólar também entrou na conta do clima pré-eleição. Mas a verdade é que a tensão inicial causada pela autoproclamação de Flávio Bolsonaro como candidato da direita deu uma arrefecida, e a bolsa brasileira caiu menos que as americanas no pregão de ontem.
A quinta-feira começa no positivo no mercado internacional, enquanto investidores se comportam como um pêndulo entre acreditar em uma bolha de IA e apostar que todo o investimento valerá a pena. Na agenda do dia está a divulgação da inflação medida pelo CPI nos EUA, isso enquanto o mal-estar dos consumidores cresce sob a sensação de que as compras no supermercado estão cada vez mais caras.
Na Europa, o destaque são as decisões de política monetária. No Reino Unido, a expectativa é de corte de juros, enquanto a Zona do Euro deve manter as taxas inalteradas.
No Brasil, o Congresso deve votar o Orçamento de 2026, enquanto Brasília entra em clima natalino, com o encontro do presidente Lula com jornalistas. Bons negócios.
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