Bom dia!
Trata-se de uma marca simbólica. O Banco Central do Japão decidiu subir a taxa de juros do país, elevando a alíquota de 0,75% para 1%. Aos olhos de quem convive com Selic de dois dígitos, parece irrelevante, mas essa é a maior taxa de juros em terras japonesas desde 1995.
O país passou décadas convivendo com deflação e juros negativos e só voltou a subir suas taxas em 2024. Não exatamente por causa da recuperação da economia ou do consumo, mas em uma reação ao choque nos preços de energia causado pela guerra na Ucrânia. A nova elevação é a primeira desde dezembro do ano passado, e ocorre pela renovada alta nos custos de energia, dessa vez por causa da guerra no Irã.
A decisão do BC do Japão tem carga simbólica em meio a expectativa pela superquarta, quando tanto o Fed quanto o banco central brasileiro anunciam suas decisões de política monetária. Nos EUA, a expectativa é de manutenção dos juros; por aqui, as apostas são de mais uma queda na Selic, dos atuais 14,50% ao ano. Na semana passada, o Banco Central Europeu já havia subido os juros por causa da guerra no Irã.
A terça começa com os futuros das bolsas americanas perto da estabilidade. Na Europa, os principais índices sobem. O petróleo recua para US$ 81 por barril, enquanto investidores esperam a efetiva reabertura do Estreito de Ormuz sob o receio de que o acordo seja mais um “alarme falso”.
A agenda do dia é fraca, com destaque para os dados de vendas do varejo no Brasil. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, recua. Bons negócios.
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