As principais informações sobre o impacto da pandemia no Brasil e no mundo
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 282.947 mortos e 4.118.783 contaminados no mundo e 11.123 mortos e 162.699 contaminados no Brasil.
PARA ONDE VAI O DINHEIRO
Apesar de o Ministério da Economia ter anunciado quase 1 trilhão de reais em medidas de combate ao novo coronavírus, a sensação do cidadão é que esse dinheiro demora a chegar até ele. Foi com o intuito de verificar para onde vai o montante liberado pelo governo federal que VEJA criou o monitor de gastos públicos durante a pandemia. O projeto acompanha a situação atual do pagamento de medidas como o auxílio emergencial a informais e a ajuda a estados e municípios, entre muitas outras. O objetivo é dar transparência às verbas liberadas em meio ao caos sanitário. O monitor será atualizado semanalmente. Fique de olho em nosso site.
OBRAS A TODO VAPOR
No meio de um Brasil em isolamento social, existe um setor que não parou: o de grandes obras de infraestrutura. VEJA mostra como, ao lado da agricultura, o setor de construção civil promete trilhar os caminhos para a saída da grave crise econômica. Como forma de ajudar na retomada, o ministro Paulo Guedes idealizou o Plano Pró-Infra, ao qual VEJA teve acesso. O objetivo é melhorar o ambiente de negócios do país e evitar um descalabro fiscal quando a crise sanitária passar. Os impactos negativos, porém, já são sentidos em setores como o de empresas de transporte e logística. Para evitar problemas maiores, governo federal, BNDES e Banco Central tomaram medidas de proteção a empresas. É um bom começo.
FORA DE CONTROLE
Um estudo divulgado pelo Imperial College, de Londres, mostra que a Covid-19 está descontrolada em 16 estados do país: Amazonas, Pará, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Por causa disso, os pesquisadores recomendam que o país tome ações mais duras para evitar a propagação da doença. O estudo afirma ainda que o fechamento de escolas e diminuição da mobilidade da população ajudou a diminuir o número de reprodução do vírus, mas não foi o suficiente para impedir a subida da curva. A previsão para os próximos dias é preocupante.
RISCO EM WUHAN
Após mais de um mês, a China registrou um novo caso de coronavírus em Wuhan, cidade que já foi o epicentro da infecção. Considerada uma zona de "risco pequeno" desde o fim da quarentena, em 8 de abril, Wuhan teve esse nível elevado para "médio" pela Comissão Nacional de Saúde. Ao todo, foram treze novos contágios no território chinês – número mais alto desde 1º de maio. Ainda na Ásia, a Índia decidiu por retomar progressivamente o transporte por trem a partir de terça. O serviço está parado desde o fim de março. Epidemiologistas locais, porém, alertam para o fato de a epidemia ainda estar longe de ser contida e estimam o pico entre junho e julho.
REABERTURA EUROPEIA
Países europeus, como França e Espanha, iniciam nesta segunda-feira o relaxamento de medidas de isolamento social, adotadas em março. Na Espanha, metade dos 47 milhões de habitantes poderá se reunir em grupo, permanecer em terraços ou visitar lojas sem agendamento. Regiões como as de Madri e Barcelona, porém, terão de aguardar para entrar nesta etapa. Em Paris, as autoridades pedem respeito pelas regras de saúde durante o relaxamento, que inclui a reabertura parcial de escolas. Já no Reino Unido, a partir de quarta-feira, os britânicos poderão fazer atividades ao ar livre. Lojas e escolas, por outro lado, seguem fechadas e só devem reabrir em junho. Bons sinais que chegam do outro lado do Atlântico.
RETOMADA PERIGOSA
Mesmo com a propagação da pandemia e casos de coronavírus na Casa Branca, conselheiros do presidente dos EUA, Donald Trump, defendem a possibilidade de reativar a economia do país. Assessor econômico da presidência, Larry Kudlow disse que é vontade do presidente "reabrir a economia" para enfrentar os "horríveis" números do desemprego. Enquanto isso, em Nova York, o prefeito Bill de Blasio expressou "séria preocupação" com o aumento de uma síndrome inflamatória que afeta crianças e pode estar ligada à Covid-19. Três mortes relacionadas ao sintoma foram registradas no estado e outros casos são estudados. Por lá, é necessário cuidado.
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