Se tem uma coisa que já sabemos com certeza a respeito do novo coronavírus é que ainda precisamos de tempo para entendê-lo melhor. Enquanto as melhores cabeças da ciência e da medicina atual se debruçam em análises para fornecer estudos quase que diários a respeito desse micro-organismo, o mundo todo procura maneiras de lidar com o isolamento social — a única arma conhecida até agora para preservar vidas e garantir que a economia tenha chance de recomeçar após o período. Lidar com tudo isso já seria muito, mas a verdade é que muito do nosso "antigo" mundo ainda continua a acontecer. Enquanto o número de vítimas da covid-19 não para de subir, por exemplo, médicos têm notado uma redução significativa de pacientes com doenças que costumavam ser maioria nos corredores dos hospitais, como câncer e cardiopatias. A principal hipótese para esse "sumiço" é que as pessoas estejam com medo de se contaminarem com o SARS-CoV-2 achando que ele é mais perigoso do que essas outras doenças —o que não é verdade. As consequências de não procurar ajuda vão desde agravamento da doença (que demora a ser tratada) e até a morte, em casos como infarto. Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar que não se deve pensar duas vezes em procurar ajuda se achar que ela é necessária. Outra consequência aguardada no mundo pós-pandemia é o aumento nos casos da tuberculose, uma doença altamente infecciosa considerada um problema grave em países em desenvolvimento, como o Brasil. De acordo com um estudo feito em parceria com o College London, Avenir Health, Johns Hopkins University e USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), as medidas de isolamento social provavelmente levarão a 6,3 milhões de novos casos e 1,3 milhão de mortes a mais pela doença até 2025, já que muitos pacientes não serão diagnosticados nem tratados. O que são os "dedos de covid"? Um pequeno estudo espanhol revelou que alguns pacientes com o novo coronavírus apresentaram cinco tipos de erupções cutâneas, incluindo os chamados "dedos de covid-19" -- uma lesão semelhante à frieira que acometia não só os pés, mas as mãos também, de pacientes geralmente mais jovens. Os médicos, no entanto, já perceberam que esse sintoma, que (ainda) não está listado entre os mais comuns da doença, costuma aparecer mais tarde, após a manifestação respiratória da doença, e não serviriam para ajudar no diagnóstico. Brasileira ganha destaque internacional A pneumologista paulista Elnara Marcia Negri, que atua no Hospital das Clínicas de São Paulo e no Hospital Sírio-Libanês, recebeu reconhecimento internacional por seu trabalho na luta por um tratamento eficaz contra o novo coronavírus. A profissional foi destaque na revista semanal norte-americana Science, considerada uma das mais importantes publicações científicas do mundo, por seu trabalho usando a heparina -- um anticoagulante indicado para reversão da trombose -- no tratamento da covid-19. |
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