Bom dia!
A sexta-feira começa em clima de final de semana antecipado. É feriado nos Estados Unidos, e as bolsas americanas não abrem. O resultado é que há menor volume de negócios também no resto do mundo, não só porque os gringos não estão comprando e vendendo ativos, mas também porque falta a referência vinda do principal mercado acionário do planeta. Resultado: a volatilidade se espalha onde há negócios.
Some a isso um outro problema: a agenda de indicadores fraca. Na Europa, saíram dados de vendas no varejo no Reino Unido e preços ao produtor na Alemanha. Nos dois casos, os números vieram melhor do que o esperado. As vendas cresceram acima das projeções na Grã-Bretanha, enquanto a inflação ao produtor alemão subiu um pouco menos do que previsto. Na Europa, as ações avançam, com exceção da bolsa de Londres.
Acontece que essas são notícias pouco relevantes para o mercado brasileiro. Por aqui, a agenda é esvaziada e talvez o maior destaque seja mesmo o jogo do Brasil na Copa do Mundo nesta sexta-feira. A seleção enfrenta o Haiti às 21h30.
Até lá, a Faria Lima deve remoer um pouco mais o comunicado do Copom sobre a previsão da Selic, que levou a uma disparada da curva de juros. Houve ainda a valorização do dólar, na esteira da subida da moeda americana ante as principais divisas do mundo.
Mas, vale dizer, há sim um fator de risco nos mercados nesta sexta. Com a continuidade dos ataques de Israel contra o Líbano, EUA e Irã adiaram o início das negociações de paz, isso após a assinatura do cessar-fogo que reabre o Estreito de Ormuz. Um tratado final foi prometido para daqui 60 dias. Bons negócios.
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