Entre a sexta-feira e esta segunda, dois gigantes do mundo da bola nos deram adeus. Primeiro, Zagallo, único tetracampeão mundial, colecionador de títulos como jogador e como técnico da seleção. Depois, Beckenbauer, maior jogador da história do futebol alemão, também vencedor de muitos troféus como jogador e como técnico de seleção. Para o Casagrande, não houve treinador mais respeitado no mundo que Zagallo, a quem considera um revolucionário taticamente. Casão tinha Beckenbauer, o "Kaiser", como um de seus heróis: "Gênio". O Juca Kfouri lembrou de rusgas que teve com o Velho Lobo, um ídolo seu, para concluir: "Zagallo está na história do futebol como um de seus gigantes." Mas o adjetivo para o histórico craque alemão é outro: "Monumental". Beckenbauer, para Juca, "merece uma estátua na porta do principal estádio de cada país em que se cultue o futebol". O colunista Paulo Vinícius Coelho não poupou tinta para escrever sobre o tetracampeão mundial. Seu papel na equipe revolucionária da Copa de 70 consistiu em montar "a mais bem acabada transição entre o futebol dos largos espaços para a necessidade de elaborar estratégias de ataque, para abrir defesas". Ele conta também por que Zagallo estava à frente de seu tempo. E lamenta a escassez de livros sobre um ícone do tamanho de Zagallo. Sobre a despedida de Beckenbauer, PVC parafraseou a jornalista Eliane Brum: o mundo da gente morre antes da gente. Zagallo só foi superado na história da seleção brasileira por Pelé, escreve o Renato Maurício Prado. "Conservador nos costumes e na política, em seus bons tempos, Zagallo foi um revolucionário no futebol." RMP ainda relata uma história saborosa com Franz Beckenbauer no ano de sua estreia como técnico da seleção alemã, na Copa de 1986. Com tantas homenagens e memórias, a partida desses nomes colossais do esporte ao menos é acalentada ao sabermos que suas trajetórias e conquistas permanecerão em destaque no placar da história. Outros gramados Homenagens também marcaram o campo político. A semana em Brasília começou com atos em defesa da democracia, um ano depois dos ataques golpistas na capital federal. As imagens de invasão e depredação no Palácio do Planalto por apoiadores do candidato à reeleição Jair Bolsonaro, derrotado nas urnas, correram o mundo naquela semana. No evento denominado "Democracia Inabalada", o presidente Lula disse que não há perdão para quem atenta contra a democracia. Entre prisões e punições, o balanço mostra que o Brasil prendeu mais, mas condenou menos que os Estados Unidos um ano depois do episódio da invasão do Capitólio por apoiadores do candidato a reeleição Donald Trump, derrotado nas urnas. Na análise de Leonardo Sakamoto, as ausências no evento de agora chamaram mais atenção do que as presenças. Wálter Maierovitch mergulhou mais fundo: ele explica por que considera que, diante do golpismo bolsonarista, a resposta da Justiça à sociedade democrática foi insuficiente. Um ano sem Dinamite Um dos saldos pouco lembrados diante da gravidade daqueles fatos de 8 de janeiro do ano passado foi que o ato golpista ofuscou no noticiário a despedida naquele domingo de um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, o eterno vascaíno Roberto Dinamite. Um ano depois do adeus deste outro gigante do futebol, Milton Neves faz em sua coluna um apanhado da carreira do craque. |
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