Tanto se fala do assunto nas rodinhas políticas de São Paulo que parece até que a eleição municipal está perto. É só em outubro, mas as movimentações envolvendo a criação da chapa Boulos-Marta, e a possibilidade da volta de Marta Suplicy ao PT, devem estar congestionando os grupos de zap da militância (existem grupos de zap da militância? rs) No programa Análise da Notícia, o cientista político Cláudio Couto deu seus pitacos sobre a aliança da ex-prefeita com Guilherme Boulos, nome do PSOL que conta com o apoio do presidente Lula: "Posso estar equivocado, porque o Lula tem muito faro para essas coisas e pode ter acertado, mas, honestamente, não vejo grandes ganhos políticos na aliança. Se fosse uma chapa entre Boulos e Tabata, por exemplo, daria uma mensagem ao eleitorado de que andou para o centro e se aproximou mais de um certo eleitorado de centro, mas não é". Para Couto, o que Boulos pode ter com isso é "algum ganho em certos setores da periferia de São Paulo em que ainda há uma memória positiva do que foi o governo Marta". Já o Kennedy Alencar põe outra perspectiva na conversa: por trás desta aliança em São Paulo, a ação de Lula mirando possivelmente um projeto de reeleição em 2026, com a criação de um "palanque forte" na cidade. Enquanto isso, em meio a tempestades, alagamentos, quedas de árvores e a consequente falta de energia elétrica, o prefeito e candidato à reeleição na capital paulista, Ricardo Nunes, briga com a Enel. Ele acusou o presidente da empresa de mentir sobre haver 800 caminhões da empresa trabalhando em reparos na cidade. A cada temporal, mais transtornos e a até mortes. O colunista Leonardo Sakamoto aponta as responsabilidades: a Enel não fez o investimento necessário em manutenção preventiva da rede elétrica e reduziu a força de trabalho, e a prefeitura também não fez sua lição de casa quanto à remoção e poda de árvores em situação de risco. |
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