Olá, investidor. O dia de hoje promete ser agitado para os mercados globais, especialmente para a Bolsa brasileira, em meio às decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar um novo aumento da taxa Selic, que se encontra atualmente no patamar de 10,75% ao ano. É esperado que o Copom desacelere o ritmo de alta dos juros, elevando a taxa em 1 ponto percentual após a reunião de hoje, para 11,75% ao ano. Entretanto, diante da persistência da inflação nos últimos meses e dos novos eventos geopolíticos que têm contribuído para a alta dos preços de uma série de produtos e bens essenciais, o mercado reconhece que devem ser anunciadas novas elevações da Selic ao longo do ano, tendo em vista as projeções para a inflação acima do teto da meta - de 5%. No exterior, o Federal Open Market Committee (Fomc), como é chamado o comitê de política monetária norte-americano, deve anunciar o início de um ciclo de alta dos juros. A partir das recentes declarações de membros do Fomc, o mercado estima uma elevação dos juros entre 0,25 e 0,5 ponto percentual. Atualmente, as taxas se encontram no patamar entre 0% e 0,25% ao ano. Além disso, os preços do barril do petróleo seguem em queda no mercado internacional, diante de notícias sobre o avanço das tratativas para o restabelecimento do acordo nuclear com o Irã e da possibilidade de que a guerra na Ucrânia esteja caminhando para o seu fim. Esse movimento é impulsionado pela recente declaração do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que disse que seu país deve abdicar de suas pretensões de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma das principais razões pelas quais a Rússia teria ordenado a invasão ao vizinho. Todavia, com o recuo dos preços do petróleo, as ações de empresas do setor listadas na B3 podem reagir negativamente, a despeito do bom humor que toma conta dos mercados acionários globais. Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): informações sobre os resultados decepcionantes da varejista Magazine Luiza no quarto trimestre de 2021. Um abraço, Rafael Bevilacqua Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. |
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