"Eu p-r-e-c-i-s-o comer um docinho depois do almoço." Se você se identificou com a frase, provavelmente sabe que essa "necessidade" de consumir uma sobremesa após uma refeição salgada não é sentida por todo mundo. Mas por que algumas pessoas sofrem com a falta de açúcar? A explicação pode estar no cérebro. É que comer doces ativa o chamado sistema de recompensa do órgão e vai intensificar a liberação de neurotransmissores, como a dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar. Por isso, para buscar esse prazer gerado pelo açúcar, quanto mais você comer a substância, mais vai querer comer depois. Mas não é só a química cerebral a culpada disso: o hábito criado de comer uma sobremesa após todas as refeições também contribui para aumentar esse desejo em nós. Algumas pessoas têm um conjunto de genes que as tornam mais suscetíveis a esse consumo; outras acabam se deixando levar por períodos de estresse e ansiedade, quando a guloseima atua como uma recompensa após "um dia difícil" —o famoso "hoje eu mereço" (quem nunca, né?). Até mesmo uma criação em um ambiente com pouca oferta de alimentos saudáveis e "comida de verdade" pode ter influência na criação dessa necessidade. Mas quando isso é um problema? Bem, comer um docinho aqui e uma guloseima lá não é necessariamente um problema e faz parte até de rituais sociais, como aniversários, jantar com os amigos etc. No entanto, a pessoa deve ficar atenta aos excessos: se perceber que a necessidade por doces está prejudicando algum aspecto da sua vida, ou ainda que ela vem justamente quando você enfrenta emoções desafiadoras (como raiva, tristeza e solidão), vale a pena buscar ajuda médica e entender como controlar isso.

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