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A reportagem de capa da nova edição da Crusoé mostra que a cA reportagem de capa da nova edição da Crusoé faz a pergunta obrigatória após mais uma semana em que, ao invés de governar, Jair Bolsonaro apostou como nunca no caos: o que falta para o presidente ser chutado do Palácio do Planalto? "Em Brasília, ainda há quem espere por um escândalo derradeiro, uma bala de prata - ou por muita gente na rua no próximo domingo, 12 (...) A linha vermelha, porém, já foi cruzada.".
Leia um trecho da reportagem da Crusoé:
"As reações imediatas aos ataques de tom golpista ao Supremo foram eloquentes. No Congresso, até partidos aliados começaram a discutir a possibilidade de apoio a um processo de impeachment. A leitura reinante era de que, naquela toada, Bolsonaro se tornava ainda mais inviável como presidente e, como consequência, arrastava o país, ainda debilitado pela pandemia e com a economia em frangalhos, para o buraco."
Nem mesmo o gesto de desespero da quinta-feira - um pedido de desculpas a Alexandre de Moraes e ao STF, redigido por Michel Temer - é capaz de salvar um mandato em irreversível estado de deterioração. Seja o Bolsonaro golpista do 7 de Setembro, seja o Bolsonaro adestrado da quinta-feira, "certeza mesmo há uma: nem um nem outro reúne mais as condições necessárias para conduzir o país."
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