Olá, querido leitor! Bom tê-lo de volta por aqui. O Brasil alcançou a impressionante marca de 500 mil mortos por covid-19 e o impacto desse número é difícil de ser mensurado em palavras. Nós do TAB tentamos contar as histórias de quem há mais de um ano tem sua vida impactada pela pandemia — e de quem vive conquistas e renascimentos, apesar da crise. É o caso de Idris, a segunda pessoa reconhecida como não-binária no Brasil, ou de Seu Salvador, jornaleiro mais antigo de São Paulo, que se ausentou de sua banca por causa da pandemia — e agora se despede de vez da profissão. Vem com a gente. Histórias da aldeia Muito se fala do luto nas cidades grandes, mas é raro poder olhar essa dor num microcosmo. Marema tem 1.750 habitantes e perdeu 14 pessoas para a covid-19. É quase 4 vezes a proporção de mortes por 100 mil habitantes no Brasil. O repórter Rodrigo Bertolotto e o fotógrafo Caio Guatelli se embrenharam na névoa da pequena cidade, no oeste catarinense, e contam, de forma tocante, o impacto dessas ausências. Briga pela xepa Os postos de saúde de São Paulo ficaram agitados desde que a prefeitura oficializou a xepa das vacinas para pessoas com mais de 18 anos. São cerca de 1.800 a 2.000 doses remanescentes por dia, e a unidade de saúde que desprezar essas doses está sujeita a medidas administrativas. Fizemos um tour nos principais pontos de vacinação para saber como anda a fila e o caderninho da xepa mais desejada no momento. A volta (e o adeus) de Seu Salvador Salvador Neves chegou ao Brasil em 1957 e sua primeira profissão foi como jornaleiro. O dia em que ele vendeu mais jornal foi quando o Edifício Joelma pegou fogo, lá em 1974. Agora, o item que mais sai na sua banca é o pacote de "jornal para cachorro". O jornaleiro mais antigo de São Paulo se afastou da profissão desde o início da pandemia e voltou em meados de junho ao ponto para se despedir do ofício de uma vida. O direito de ser Aos 27, Idris conseguiu o reconhecimento legal de ser quem é: uma pessoa não-binária. Na prática, a partir de agora, da certidão de nascimento à inscrição em um curso, Idris pula as opções "masculino" e "feminino" e pode assinalar "outros", mas os efeitos na sua vida vão além de preencher formulários. Visitamos Idris na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, para um mergulho nas sensações da segunda pessoa no Brasil a ser reconhecida como não-binária no Brasil.
O pagode não pode parar... O movimento no Piscinão de Ramos já não é mais o mesmo. A maior parte das barracas estão fechadas e não há sinais de grandes aglomerações como no clipe de "Girl From Rio", de Anitta, mas a roda de pagode e o biquíni de fita isolante seguem fortes desde que o ponto de lazer voltou a abrir, em dezembro de 2020. Demos um giro por lá e conversamos com quem enxerga naquele espaço um estilo de vida, mesmo durante a pandemia. ...e a pornografia também não Milhares de brasileiros, com renda ou sem renda, vendem hoje conteúdo adulto pela internet. Em 12 meses, o número de usuários do OnlyFans sextuplicou: foi de 20 milhões pra 120 milhões. Foi assim que a plataforma adentrou a cultura pop e mudou a vida —- para o bem e para o mal —- de muitos brasileiros. Quem são esses novos pornógrafos? E como é viver e ganhar dinheiro nessa feira digital moderna de gente pelada? Nós contamos aqui. Caçando Lázaro A essa altura, você com certeza está acompanhando a saga para capturar Lázaro Barbosa, 33, suspeito de matar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia (DF). A afirmação de um delegado de que o "matador de Brasília" seria "satanista" levanta um debate polêmico — e já conhecido por quem acompanhou a série "O Caso Evandro". Explicamos como os efeitos do "pânico satânico" atrapalham investigações, e como essa caçada tem mudado a vida de muitos pessoas no entorno, como a página de humor Ceilândia Muita Treta, que deixou as piadas de lado para fazer uma cobertura da caçada na raça — sem "gourmetização", eles afirmam. 
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário