Durante a quarentena, uma das coisas que mais tenho ouvido de amigos é a reclamação geral sobre ganho de peso. Uns desistiram de praticar exercícios físicos por medo de se expor ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), enquanto outros acabaram descontando o tédio e a ansiedade na comida. O ganho de peso durante a pandemia não é novidade: existem estudos analisando que esse é um problema real oficial e que precisa ser trabalhado o quanto antes, já que a obesidade é uma doença considerada fator de risco para o desenvolvimento da forma grave da covid-19 —e também fator de risco para infarto, AVC, diabetes, hipertensão... Pois bem, um estudo divulgado esta semana pode trazer uma ferramenta a mais para quem luta com a balança. A pesquisa analisou os efeitos da semaglutida, um moderador de apetite conhecido no tratamento do diabetes tipo 2, para o uso com foco na perda de peso. O estudo contou com quase duas mil pessoas, que receberam injeções semanais do medicamento e orientação nutricional e de preparo físico. A maioria perdeu, em média, 15 kg com o tratamento que durou 15 meses; mas 32% dos participantes conseguiram eliminar um quinto do peso corporal —algo que não foi alcançado com nenhum outro medicamento. Por isso, os médicos estão considerando que o uso do remédio para este fim representa "uma nova era" no tratamento da obesidade. Obviamente, essa boa notícia não é motivo para você sair correndo em busca de uma receita para tomar o remédio. O tratamento só deve ser feito por quem realmente precisa, com acompanhamento médico e mudanças de hábitos —como reduzir o consumo de produtos industrializados, fast-food e doces e praticar exercícios regularmente. Só assim o emagrecimento será duradouro. Isso porque a pesquisa mostrou que, uma vez que o uso da droga que atua inibindo o apetite é suspenso, o risco de voltar a comer em excesso e engodar é grande. Além disso, a semaglutida pode gerar efeitos colaterais como náusea, diarreia, vômito e constipação. 
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