As principais informações sobre o impacto da pandemia no Brasil e no mundo
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 6.528.544 contaminados e 386.392 mortos no mundo. No Brasil são 584.016 contaminados e 32.548 mortos.
A ESPERANÇA DA VACINA
A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford será testada em 2.000 voluntários brasileiros a partir deste mês. O Brasil fará parte do plano global de desenvolvimento do imunizante e será o primeiro país fora do Reino Unido a ter acesso ao antídoto. Apesar da boa notícia, a razão para a escolha é negativa: a alta taxa de transmissão do vírus por aqui, resultado do descontrole da pandemia, vai facilitar a detecção da eficácia da vacina. No mesmo dia do anúncio, o Brasil bateu recorde de mortes, com 1.349 em 24 horas, e ultrapassou a marca de 30 mil óbitos causados pelo coronavírus. Um triste lembrete da urgência de uma cura.
CLOROQUINA: NOVA POLÊMICA
A Organização Mundial da Saúde retomará os testes clínicos com hidroxicloroquina em busca de tratamentos para a Covid-19. O órgão havia recomendado a suspensão dos estudos com o fármaco por precaução, já que há evidências de risco à saúde e não houve comprovação de sua eficácia contra o coronavírus. Pesquisa realizada por especialistas dos EUA, inclusive, apontou, mais uma vez, que o remédio não foi capaz de prevenir a infecção em pessoas expostas a pacientes doentes. Apesar dos estudos, o governo brasileiro mudou em maio o protocolo para o uso do medicamento, o que fez as vendas aumentarem em 40%. É preciso cuidado.
O VETO DE BOLSONARO
Jair Bolsonaro decidiu vetar o uso de 8,6 bilhões de reais do saldo remanescente do Fundo de Reservas Monetárias, administrado pelo Banco Central, para o combate à Covid-19. O Congresso havia aprovado que o valor fosse destinado a estados e municípios para a compra de equipamentos, mas Bolsonaro preferiu utilizá-lo como estava previsto originalmente, ou seja, no financiamento da dívida pública federal. A produção industrial registrou em abril um tombo histórico de 18,8%. O pior desempenho desde o início da série, em 2002, é resultado da queda do consumo causada pelo fechamento de comércios para tentar conter o surto. O recuo é um sinal de uma provável grande queda do PIB no segundo trimestre.
PREVISÃO DRAMÁTICA
O governo de São Paulo prevê que os casos de Covid-19 no estado ficarão entre 190.000 e 265.000 até julho, o que, no pior cenário, seria mais que o dobro dos atuais 123.483 infectados. A estimativa foi realizada por especialistas do centro de contingência montado por João Doria. A cidade de São Paulo registrou por dois dias seguidos índices de internação em UTI abaixo de 70% nos hospitais municipais e conveniados. Desde o início da epidemia, o índice ficou acima de 80%. Além disso, o ritmo de mortes tem aumentado de forma mais lenta. Esses dados, segundo o governo, podem indicar que a capital paulista chegou à fase de estabilização de casos e óbitos, o que ajudaria na retomada de algumas atividades em breve.
RENASCIMENTO ITALIANO
Após quase três meses de fechamento, a Itália permitiu a livre circulação entre regiões e abriu suas fronteiras aos países da União Europeia. Logo no primeiro dia de retomada, foram registradas longas filas de carros e aumento significativo de passageiros em estações ferroviárias de Milão. Cidadãos de países europeus poderão entrar na Itália sem a necessidade de quarentena. A Alemanha também decidiu retirar a proibição de viagens a países da UE, mas só a partir de 15 de junho. Enquanto isso, a Suécia, que demorou a adotar medidas contra o surto e foi usada como exemplo por Bolsonaro, admitiu que errou e que regras mais rígidas deveriam ter sido tomadas.
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