A escolha de uma aplicação depende sempre do perfil do investidor, costumam repetir os consultores financeiros. Isso porque o que serve a uma pessoa pode ser péssimo negócio para outra. Perfil de investidor é uma forma de classificar investidores levando em conta preferências pessoais e de situação de vida. A partir daí, há uma lista de aplicações que se encaixam em cada perfil. O UOL lançou um teste de perfil de investidor, desenvolvido pelos especialistas do BTG Pactual Digital. O teste tem 11 perguntas e é rápido, toma cerca de cinco minutos. Acesse o teste clicando aqui. "Conhecer o perfil de investimento é o primeiro passo para escolher corretamente onde colocar o dinheiro com algum objetivo futuro", diz Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável do BTG Pactual digital. Uma aplicação pode ser excelente para uma pessoa de 25 anos, que está começando sua vida profissional, não tem dependentes e, portanto, pode esperar mais para resgatar o dinheiro, suportando eventuais momentos de baixa. Por outro lado, pode ser desastrosa para alguém que está prestes a se aposentar e vai viver apenas das aplicações. O que pesa para definir o perfil de investidor?São consideradas questões como idade, número de dependentes, fontes de renda, o objetivo de estar investindo e a capacidade de suportar momentos de perdas. "Além de questões básicas, como idade e fontes de renda, fazemos algumas perguntas para sentir que tolerância ao risco a pessoa tem", afirmou Zanlorenzi. Duas pessoas com a mesma idade, poder aquisitivo semelhante e objetivo parecido para o investimento —por exemplo, montar a aposentadoria— podem reagir de forma diferente a um momento de fortes perdas na Bolsa. O investidor mais sangue frio vai conseguir atravessar a turbulência e esperar o momento certo para resgatar, colhendo o lucro. Já o aplicador mais nervoso vai querer sacar tudo no meio da crise e, assim, perder parte de seu patrimônio. Como é cada perfil?Conservador: prioriza a preservação dos seus recursos acima de tudo. Não assume riscos que possam comprometer seu patrimônio, ainda que isso implique investir em ativos de baixa rentabilidade. É o que menos tolera perdas e falta de liquidez e pode precisar do dinheiro a qualquer momento. Esse perfil deve evitar colocar a maior parte de seu patrimônio em ativos que sofrem instabilidade, como Bolsa de Valores. Seu investimento preferido é a renda fixa. O ganho é baixo —e está cada vez menor— mas não provoca sustos. E, se precisar sacar, o dinheiro estará acessível de forma rápida. Moderado: valoriza a segurança, mas está disposto a abrir mão dela às vezes para ter retornos melhores. A maior parte da carteira ainda está em fundos renda fixa ou fundos de investimento que tenha uma parte de suas cotas em renda fixa. Eventualmente, pode investir em algo mais arriscado do que a renda fixa. Por exemplo, aplicar uma parte do patrimônio em ativos que apresentam instabilidade, como fundos de ações ou fundos imobiliários. Sofisticado: tem como objetivo a maior rentabilidade possível, estando disposto a assumir maiores riscos para isso. Normalmente já possui um bom conhecimento sobre os produtos de investimento e suporta bem as oscilações de mercado. Por isso, não vai sucumbir ao nervosismo e sacar o dinheiro em momentos de desvalorização. Pode ter a maior parte de seus recursos em ativos que variam mais, comprando ações diretamente na Bolsa. Também pode investir em fundos multimercados e outras alternativas que apresentam maior potencial de retorno. Pergunta da semanaO leitor José Carlos Chiappeta pergunta: "No começo do ano fiz um investimento de R$ 2.000 no Tesouro Direto IPCA com juros semestral 2050. Conforme verifiquei hoje, ele vale R$ R$ 1.640,92. Ou seja, tive um prejuízo de R$ 360 ou 18%. Deixo o dinheiro investido ou é melhor que eu retire para que não venha a ter mais prejuízo. No momento, não tenho tanta necessidade desse valor nas minhas economias". O fato de o investimento apresentar hoje um valor inferior ao investido não indica necessariamente que ele esteja dando prejuízo. O prejuízo só ocorrerá se você efetivamente vender os títulos. Se está investindo para um objetivo futuro e pode manter o título até o resgate, ele pode ser uma excelente alternativa. No vencimento, você vai receber a taxa de rendimento acertada na compra do título, que é inclusive atualizado pelo IPCA. O senhor não perderá poder de compra. Além disso, tem o fluxo de caixa, pois o título paga um rendimento todo semestre, os cupons semestrais. É importante salientar que existem outras opções de investimentos disponíveis no mercado e você poderá diversificar seus investimentos de acordo com seu perfil e disponibilidade. A resposta é de Fernanda Cristina Cardoso Dias Ferreira, planejadora financeira certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros). Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande um email para uoleconomiafinancas@uol.com.br |
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