Sim, o Brasil já ultrapassou um milhão de casos do novo coronavírus (SARS-CoV-2) —uma marca nada agradável e perturbadora, especialmente no contexto de reabertura que muitos estados e municípios estão vivendo. Mas nem só de notícias preocupantes nós vivemos: na última semana, pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra — a mesma que está desenvolvendo uma das mais promissoras vacinas contra o vírus —afirmaram que o uso da substância conhecida como dexametasona comprovadamente reduziu mortes causadas pela covid-19. De acordo com os dados apresentados, houve redução de um terço dos óbitos em pacientes que precisavam de tratamento com oxigênio e receberam o medicamento. Usado há quase 60 anos, o medicamento da classe dos corticoides é recomendado para aliviar inflamações e tratar doenças que requeiram ação imunossupressora como a artrite, alergias e asma. Por já ser conhecido e de baixo custo, o Ministério da Saúde do Reino Unido já confirmou que vai colocá-lo na lista de medicamentos para tratar a covid-19. Até mesmo a OMS se pronunciou a respeito, dizendo que a descoberta é um grande avanço no combate à pandemia. Mas vale lembrar que, por mais que a notícia seja promissora, ela ainda não é a cura para a doença. "Ela [dexametasona] ajudará a mudar a cara do tratamento, fazendo com que muito mais gente se recupere bem", escreveu nossa colunista Lúcia Helena. Ou seja, há novos tratamentos para que as pessoas com a forma mais grave da doença tenham mais chance de sobreviver e sair do hospital, mas ainda não sabemos como parar o vírus ou impedir que a doença evolua. E a azitromicina? O antibiótico voltou a ser foco das atenções após o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciar que está fazendo uso da medicação —sob orientação médica — depois de ser diagnosticado com o novo coronavírus. Embora não ataque o vírus, a azitromicina é usada para combater bactérias —microrganismos que podem causar, por exemplo, uma pneumonia enquanto o paciente é acometido por uma infecção viral. Covas, que está em tratamento para conter um câncer no trato digestivo, é considerado parte do grupo de risco para esse tipo de complicação. Isso porque pacientes com câncer ficam mais vulneráveis no caso de uma infecção pelo coronavírus e podem ter uma evolução mais agressiva da doença. O uso do medicamento, portanto, é uma forma de prevenir qualquer infecção secundária que possa piorar o quadro desse tipo de paciente. Na última semana também teve:- Seis meses depois, as vítimas de intoxicação com cerveja Backer ainda não voltaram a ter uma vida normal. Ao todo, 29 pessoas sofreram com a síndrome nefroneural após ingerir lotes da cerveja contaminados com substâncias tóxicas; - Cabelo caindo, unhas fracas, estufamento e até zumbido no ouvido podem ser sinais de que você está se alimentando mal — o que pode ser resolvido observando melhor o que está sendo colocado no prato e, se necessário, recorrer à suplementação; - Fique tranquilo: contrariando o sendo comum, guardar limão aberto na geladeira não traz nenhum risco à saúde —ele só vai ficar um pouco ressecado. |
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