As principais informações sobre o impacto da pandemia no Brasil e no mundo
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 264.109 mortos e 3.768.535 contaminados no mundo e 8.536 mortos e 125.218 contaminados no Brasil.
LUTO E LOCKDOWN
Após atingir a marca de 3.045 mortos, o governo de São Paulo decretou luto oficial a partir desta quinta-feira, 7, em todo o estado, até o fim da epidemia. No período, todas as repartições públicas e instituições de ensino deverão manter as bandeiras hasteadas a meio mastro. No Rio de Janeiro, o governo do estado e o Ministério Público estudam decretar lockdown, diante do aumento de casos e óbitos. A adoção ou não da medida deve ser anunciada até a sexta-feira 8. O Rio registra 1.205 mortes. Questionado sobre o surto da infecção no Brasil, que bateu recordes nesta quarta, a OMS disse que tem trabalhado com o governo brasileiro e que prestará assistência até o fim da pandemia.
IMPACTO NA ECONOMIA
O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a Selic, taxa básica de juros, a 3% ao ano, nova mínima histórica. A medida aconteceu em meio à crise provocada pela pandemia. Apesar do corte de 0,75 ponto porcentual ter surpreendido boa parte dos economistas, o Copom cogitou uma queda ainda maior. Analistas avaliam também que a taxa pode chegar a 2% ainda este ano. Diante da tensão pela Selic e a piora na avaliação de risco do país, o dólar subiu e registrou novo recorde nominal, de 5,70 reais. Especialistas apontam, porém, que o conturbado cenário político do país pode levar a moeda americana a atingir patamares ainda mais altos.
MAIOR CONTÁGIO
Um estudo americano identificou uma nova mutação do coronavírus para uma versão mais contagiosa que a original. De acordo com os cientistas, a nova cepa apareceu na Europa em fevereiro e, desde março, é a forma dominante do vírus no continente e nos Estados Unidos. Os pesquisadores demonstram preocupação sobre o possível impacto dessa mutação no desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra a doença. Os autores do estudo afirmam ainda que, além de se espalhar rapidamente, a nova cepa pode deixar os "indivíduos suscetíveis a uma segunda infecção". Vale ressaltar, porém, que o estudo passará por revisão e que mutações são comuns e, no geral, não costumam alterar de forma significativa os vírus.
TRUMP RECUA
Com os EUA registrando cerca de 20.000 novos casos de Covid-19 por dia, Donald Trump voltou atrás sobre desmantelar a força-tarefa contra o vírus, liderada pelo seu vice Mike Pence. O político afirmou que o trabalho apenas mudará o foco – priorizando a reabertura do país e o desenvolvimento de uma vacina. O grupo foi criado para centralizar a resposta do governo à pandemia, uma vez que os EUA se tornaram epicentro da doença. Região mais atingida, a cidade de Nova York decidiu fechar o metrô durante a madrugada pela primeira vez em 115 anos de história. As atividades foram interrompidas para permitir a desinfecção de trens e estações. A medida será repetida diariamente por tempo indeterminado.
DEPRESSÃO E ANSIEDADE
Desde o início da quarentena no Brasil, os casos de depressão subiram quase 50% e os de ansiedade, 80%, segundo estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa revelou que as mulheres são mais propensas a sofrer com estresse e ansiedade durante o isolamento. Outro ponto do estudo mostra que não conviver com crianças ou idosos aumenta as chances de ter depressão nesse período. O levantamento indicou, por outro lado, que pessoas que recorreram à psicoterapia pela internet e praticaram exercícios apresentaram índices menores de estresse e ansiedade. Na dúvida, busque um especialista.
SUSPENSE NAS TELAS
Um dos primeiros setores a fechar as portas com o início da pandemia, o cinema deve ser também um dos últimos a retomar a normalidade. Na Europa, com o declínio de casos, alguns países incluíram em seus planos de reabertura, a volta das sessõesa partir do final de junho e início de julho. A retomada, no entanto, tende a ser lenta. Especialistas acreditam que pode levar de 2 a 3 meses para que o público retome a confiança para voltar a frequentar esses espaços. Na China, por exemplo, salas de cinema foram reabertas, mas uma semana depois fechadas devido à baixa procura. Nos EUA, que têm o maior mercado do setor do mundo, ainda é difícil prever quando a indústria será aquecida. É esperar pra ver.
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