Um cheiro pode mudar a forma como você come  | Dr. Victor Sorrentino, Médico e Palestrante | Olá, leitor, Se você tem acompanhado as últimas notícias sobre a pandemia de COVID-19, sabe a importância que algumas comorbidades têm em relação ao agravamento da doença. A obesidade, por exemplo, é um importante fator de risco. Dois novos estudos, um realizado na França e outro nos Estados Unidos, revelam que a obesidade é a condição crônica que mais leva pessoas a serem hospitalizadas pelo novo coronavírus. Mas por que isso acontece? Segundo os estudos, a inflamação gerada pelo excesso de peso seria a grande responsável pelas complicações nesses indivíduos, levando a quadros de trombose e embolia pulmonar, muitas vezes fatais. Pois é. A obesidade é outra pandemia sobre a qual deveríamos nos conscientizar e combater, incansavelmente. Para a solução desse problema tão grave, devo dizer que não acredito em dietas milagrosas. O que surte efeito, realmente, é a elaboração de uma estratégia múltipla e individualizada para cada paciente. O plano de emagrecimento envolve o controle do estresse, sono adequado, programa alimentar individualizado, exercícios pontuais… Mais do que um único artifício. E dentre os planos de ação, podemos falar também do auxílio que podemos ter de estratégias até pouco tempo atrás pormenorizadas. Estou falando de alguns óleos que estimulam todo esse processo, especialmente o de uma fruta chamada toranja. Você já ouviu falar em toranja? Talvez o nome em inglês da fruta seja mais familiar: grapefruit. A toranja, ou grapefruit, nada mais é do que uma fruta cítrica, resultante do cruzamento entre o pomelo e a laranja, o que lhe garante uma coloração alaranjada intensa e hipnotizante. Mas o que essa fruta tem a ver com o emagrecimento? A fama vem direto dos anos 1930, quando a "Grapefruit Diet", com duração de 18 dias e uma promessa de emagrecimento definitivo, se tornou famosa entre divas de Hollywood. Diz a lenda que uma atriz, chamada Ethel Barrymore, pagou uma certa quantia a um médico da época para lhe prescrever uma dieta personalizada, que acabou explodindo nos Estados Unidos. Funcionava assim: após cada refeição (só gorduras, proteínas e alguns vegetais eram permitidos), era necessário ingerir uma porção de grapefruit. Ou seja, uma abordagem bem low-carb. Após tamanho sucesso, a tal dieta de Ethel Barrymore acabou sendo criticada por diferentes setores da sociedade, o que faz sentido quando pensamos em uma estratégia alimentar não individualizada - e por tempo limitado, como no caso dos 18 dias. Mas não quero julgar aqui o potencial positivo ou negativo da dieta do grapefruit. | | ANÚNCIO Como proteger você e sua família durante a pandemia … | | Existe sim um caminho diferente do álcool gel e das máscaras para você estar protegido desse inimigo invisível que enfrentamos! E ela pode estar no caminho da sua casa ainda hoje. Estou falando da PÍLULA DA SUPERIMUNIDADE. Para saber todos os detalhes, basta clicar aqui. | | | É sobre o óleo essencial dessa fruta que eu quero falar e por que ele pode ser interessante em uma estratégia de emagrecimento, desde que aliado a um plano alimentar adequado e outras medidas, como sono reparador, controle do estresse, prática de exercícios, entre outras. Bom, o primeiro ponto é que o óleo essencial de grapefruit pode ter uma ação positiva na supressão do apetite. Um estudo da Osaka University , no Japão, publicado no Neuroscience Letters, descobriu que ratos expostos ao perfume do óleo essencial de grapefruit por 15 minutos, 3 vezes por semana, apresentaram reduções no apetite, na ingestão de alimentos e no peso corporal. O que os cientistas também observaram é que o óleo de grapefruit pode estimular o processo de lipólise das células brancas de gordura, ao estimular o sistema nervoso simpático. Provavelmente, tais efeitos se deram por uma ação de estímulo de serotonina, que melhora a ansiedade e, portanto, traz mais tranquilidade nas escolhas alimentares, diminuindo a fome pela ansiedade. Outro estudo, publicado no Autonomic Neuroscience: basic & clinics, mostrou que o cheiro do óleo essencial de grapefruit aumentou a atividade no nervo vago gástrico em roedores, resultando em menor apetite. No que diz respeito a humanos, um estudo conduzido pela Faculdade de Ciências da Saúde, na Universidade de Wonkwang, na Coreia do Sul, conseguiu trazer algumas evidências bem interessantes. As participantes (mulheres na pós-menopausa) realizaram massagens abdominais duas vezes por dia, durante cinco dias por semana, com óleo essencial de grapefruit. Após seis semanas, os resultados mostraram não apenas uma diminuição na gordura abdominal, mas também uma redução na circunferência da cintura no grupo que utilizava os óleos essenciais. Fisiologicamente, apesar desse efeito ter sido simplesmente observacional, o que acredita-se é que o óleo, por ser absorvido sistemicamente, poderia ter tido um efeito semelhante caso fosse ingerido ou inalado. Portanto, não devemos nos iludir achando que conseguiremos melhorar a circunferência abdominal apenas aplicando um óleo sobre a pele. Lembre-se de que, se isso fosse verdade, teríamos a fórmula perfeita para emagrecer obesos mórbidos. De qualquer forma, os efeitos sistêmicos do óleo de grapefruit são de uma melhora no apetite e também na sinalização simpática. Vale a pena conhecer. Um forte abraço,  | | ANÚNCIO [VÍDEO] Emagrecer facilmente como aos 20 anos... depois dos 40? | | Neste vídeo, a Dra. Denise de Carvalho ensina a derreter 8, 10 ou 20 quilos facilmente, em qualquer idade. O segredo? Despertar o Hormônio Acelerador de Metabolismo. Assista clicando aqui. | | | Referências: - Auton Neurosci. 2014 Oct;185:29-35;
- Neurosci Lett. 2005 Jun 3;380(3):289-94;
- Taehan Kanho Hakhoe Chi. 2007 Jun;37(4):603-12.
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