O relatório da CPI do 8 de Janeiro concluiu que Jair Bolsonaro (PL) articulou uma tentativa de golpe de Estado e atribuiu a ele as invasões às sedes dos Três Poderes. A relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), pediu o indiciamento do ex-presidente por quatro crimes. Agora, o relatório é encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que decide se acata os pedidos. Se julgado e condenado, Bolsonaro pode pegar penas que, somadas, atingem 29 anos. Ele nega ter articulado os atos do 8/1. Carla Araújo analisa que, embora o relatório não vá provocar consequências práticas imediatas, ele tem o potencial de desgastar Bolsonaro, seu entorno e as Forças Armadas. Leonardo Sakamoto cita o relatório paralelo feito pela oposição, e que atribui a Lula e ao ministro da Justiça, Flávio Dino, responsabilidade por "deixarem" ter ocorrido os ataques, e afirma que as provas reunidas pela PF e o trabalho da CPI derrubaram essa versão fantasiosa. Já Josias de Souza avalia que a CPI foi vítima de autossabotagem e não produziu material que possa ser aproveitado pela PF como prova contra "golpistas paisanos e, sobretudo, fardados". E Carolina Brígido informa que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adotou o ritmo de força-tarefa para concluir em um mês o julgamento de cinco ações contra Bolsonaro e de duas contra Lula. O motivo da pressa é a chegada do fim do mandato do ministro corregedor, Benedito Gonçalves, que será substituído por Raul Araújo, alinhado com Nunes Marques. Carla Araújo: Relatório da CPI desgasta entorno de Bolsonaro e Forças Armadas Leonardo Sakamoto: Bolsonarismo fracassou em vender mentira de que 8/1 foi autogolpe de Lula Josias de Souza: Autossabotagem tornou inócuo resultado da CPI do 8 de janeiro Josias de Souza: Acordo nos subterrâneos compromete resultado da CPI do 8/1 Carolina Brígido: TSE acelera para julgar 5 ações contra Bolsonaro e 2 contra Lula em um mês |
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