O impasse entre Israel e Egito sobre a evacuação da Faixa de Gaza piora ainda mais a situação humanitária no território palestino, sob constantes ataques israelenses. A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse nesta segunda-feira (16) que Gaza vai sofrer uma "catástrofe" em 24 horas se não receber ajuda humanitária imediata. O chefe regional da entidade disse que restam 24 horas de água, eletricidade e combustível no território palestino. O grupo extremista Hamas e a organização islâmica xiita libanesa Hezbollah afirmaram ter atacado Israel hoje em resposta ao "ataque a civis". E Benjamin Netanyahu, premiê israelense, afirmou que Hamas, Hezbollah e Irã formam um "eixo do mal". Jamil Chade relata que, segundo a ONU, um milhão de pessoas, metade da população da Faixa de Gaza, teve que deixar suas casas e está deslocada dentro do território. Já Josias de Souza critica a inoperância da diplomacia das Nações Unidas diante do avanço da guerra. Segundo ele, a importância de uma resolução do Conselho de Segurança sobre o confronto decresce à medida que aumenta o número de mortos na região. Tales Faria afirma que o radicalismo religioso, de lado a lado, contribui para que a "carnificina" que constantemente assola o Oriente Médio não tenha solução. Já Reinaldo Azevedo especula sobre qual seria a "armadilha" a que o ataque do Hamas teria atraído Israel. "Para os palestinos, o perigo está em sofrer um massacre; para os israelenses, em perpetrá-lo", diz. Jamil Chade: Gaza tem falta de saco de cadáver; 11 mortes por hora e 1 milhão deslocados Josias de Souza: Cadáveres realçam irrelevância do pendor humanitário da ONU Josias de Souza: Repatriação gratuita do Brasil é mais decente do que a dos EUA Tales Faria: Sionismo e islamismo radicais defendem o pior: que a guerra é santa Tales Faria: Tio de jovem desaparecida elogia o Brasil e critica Netanyahu Reinaldo Azevedo: Armadilha do Hamas para Israel não são túneis de Gaza, mas os da história Fernanda Magnotta: Guerra entre Israel e Hamas é mais um palco para rivalidade EUA-China Wálter Maierovitch: Por que a ONU não define terrorismo? |
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