A Mercedes-Benz achou um jeito de unir segurança com diversão. Se antes somente os lowriders (aqueles carros que "dançam") podiam quicar os quatro cantos do carro, a fabricante alemã agora oferece o recurso para os seus clientes. O seu objetivo principal é, na verdade, contribuir para a segurança e para a dirigibilidade. O sistema de suspensão que incorpora esse funcionamento inusitado se chama E-Active Body Control, e o modo que ativa os "pulinhos" se chama 'Free Driving Assist'. Está presente nos modelos mais luxuosos da marca, como o sedã Classe S e o SUV GLS. Para o conforto dos ocupantes, consegue compensar irregularidades do solo. Como consegue antecipar os movimentos, pode expandir ou comprimir o curso da suspensão para evitar trancos e solavancos. Além de não ter solavancos em lombadas e buracos, o equipamento também ajuda na hora de sair de atoleiros e a não raspar em valetas. Além disso, utiliza-se dos sensores de presença ao redor do carro para deslocar a carroceria para o lado mais seguro na hora de uma colisão iminente. Ou seja, se, por exemplo, o carro for bater no canto direito, ele pode dar um pulinho para o canto esquerdo. Assim, ajuda a livrar a parte do carro envolvida no acidente para que o impacto seja amenizado. Opção menos cara para quem quer fazer o carro pularQuem não tiver mais de R$ 1 milhão para comprar os modelos da Mercedes-Benz equipados com a suspensão que quica, os lowriders podem ser uma solução. Aí vão alguns fatos curiosos sobre eles. Em tese, qualquer carro pode virar um lowrider. Basta o desenvolvimento de um projeto específico para carro, feito apenas por oficinas especializadas. Ainda que a cultura do lowrider tenha surgido a partir de pessoas mais humildes nos EUA e no México, montar um projeto desses não é barato. Além da complexidade, a maioria dos componentes são importados. Os veículos são tão sofisticados que podem partir de R$ 15 mil, quando são instalados apenas os itens mais básicos (isso no exterior e fazendo uma conversão simples para a moeda brasileira). Sem contar o preço do carro em si. Os equipamentos responsáveis pela transformação são os sistemas que gerenciam poderosas suspensões hidráulicas, alimentadas por baterias que vão no porta-malas. O dono pode controlar a atuação dos componentes da forma como preferir, inclusive andar alto, baixo, em três rodas e quicar. Claro que, diferentemente da tecnologia da marca alemã, esses carros não têm a menor pretensão de aprimorar a dirigibilidade segura. Tampouco costumam ser confortáveis, uma vez que o sistema de suspensão não é pensado para aprimorar a rodagem suave.
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