Oi, leitores, como estão? Embora hoje seja quarta-feira (16), aproveito para perguntar: que semana foi aquela? Não, não estou falando da semana que passou. O auê é todo da Semana de 22. O TAB entrou nessa discussão para falar do centenário do festival modernista e seus impactos na cultura do país. Será que a Semana foi tudo isso, mesmo? Nesta newsletter também destacamos a estreia da coluna de Daniela Pinheiro, que entrevistou o ex-presidente do STF (Superior Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, uma conversa franca no perfil do carnavalesco Milton Cunha e outras tantas histórias que você precisa conhecer. Vem com a gente. Foi o quê? A Semana de Arte Moderna chegou aos 100 anos sob o risco de "cancelamento". Além da grita de artistas que a veem como branca, burguesa e paulista, recentemente escritor Ruy Castro afirmou que o festival só virou alguma coisa porque Oswald de Andrade gostava de reescrever a história. E que foi o governo militar, em 1972, que a tirou do esquecimento. Mas, se a Semana de 22 não foi exatamente o Big Bang da modernidade brasileira, foi o quê, então? Matheus Pichonelli e Tiago Dias perguntaram a artistas e pensadores o que resta do "legado modernista" em 2022. Com a palavra... No Rio de Janeiro, a Festa Literária das Periferias relembrou a Semana de Arte Moderna através de figuras que acabaram esquecidas, mas conquistaram seu espaço e deixaram sua marca, como mostra a jornalista Daniele Dutra. É o caso de Pixinguinha, que em 1922 estava na França, em um evento de músicos negros. "A arte negra foi reconhecida e revitalizada. Tudo isso veio na calda da Semana do 22", relembrava o sambista Haroldo Costa, 91, no evento que acontece no Museu de Arte do Rio. Estreia estelar A jornalista Daniela Pinheiro lançou, na semana que passou, uma newsletter exclusiva no UOL, a ser enviada toda sexta-feira -- sua coluna assinada será publicada em TAB, aos sábados. Na primeira edição, Pinheiro entrevistou o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa. Entre os temas da conversa estão a desfiliação dele do PSB e o possível convite para a vaga de vice-presidente na chapa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. "O partido que poderia me ter nunca se interessou em me lançar candidato", disse Barbosa. Abre-alas A voz de Milton Cunha, 59, está intimamente ligada à memória do Carnaval brasileiro. Desde 2003, ele é comentarista dos desfiles das escolas de samba nas transmissões da TV Globo e se tornou referência no assunto. Em entrevista a Valmir Moratelli, num barracão na Cidade do Samba, no centro do Rio, desta vez Cunha falou de outro tema: a própria vida, os abusos que sofreu na infância e a volta por cima. Vizinhança assustada A rua Pinheiro Guimarães, no Portão, bairro na zona oeste de Curitiba, é estritamente residencial, calma e nunca tinha sido palco de crimes violentos até aquela noite de 7 de fevereiro. Eram pouco mais de 10 minutos depois das nove da noite quando os vizinhos foram surpreendidos por rajadas de tiros. Segundo a polícia, foram mais de 20 disparos feitos contra um Fiat Palio. Das sete pessoas que estavam no veículo, cinco morreram -- três eram crianças. "Parecia coisa de filme", lembrava uma vizinha, no dia seguinte, em entrevista ao TAB. O jornalista Douglas Maia foi até o local e recontou, através de depoimento dos moradores, como foram aqueles minutos assustadores. Maestro do cinema brasileiro O repórter Tiago Dias perfilou o maestro Remo Usai, morto em 8 de fevereiro, aos 93 anos, com um feito notável até hoje. Considerado o maior músico do cinema brasileiro, ele compôs trilhas para mais de 100 filmes. Nos últimos 40 anos, no entanto, Remo, que enfrentou penúria financeira e um lento processo de demência senil, reivindicava na Justiça o pagamento correto pela execução pública de suas obras. A disputa judicial só terminou pouco antes de ele morrer. Preconceito e estigma Conforme pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2017, o Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia. A doença tem cura, mas quem sofre com ela ainda precisa lidar com o preconceito e o estigma, como mostra o repórter Felipe Pereira, que acompanhou o atendimento a doentes em UBSs de São Paulo. História de amor Desde setembro de 2021, a residência de Estefanny Nazário e Filipe Lopes, em Olinda, está mais colorida. Foi quando chegou Luiz Filipe, 9. Primeiro órfão da pandemia de Pernambuco de que se tem registro, o garoto autista ganhou uma nova família depois que seu pai morreu, vítima da covid-19, em maio de 2020. "Simplesmente encaixou", conta Estefanny, em entrevista ao jornalista Jorge Cosme. |
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