Olá, investidor. As bolsas internacionais começaram a semana com oscilações contidas tanto na Europa quanto na Ásia, operando próximas da estabilidade nesta segunda-feira (8), após novo recorde dos índices em Wall Street no pregão anterior. A semana conta com poucos indicadores macroeconômicos, porém um é bastante esperado: na quarta-feira (10) ocorre a divulgação da inflação ao consumidor americano para o mês de outubro. O número é importante para entendermos a direção da política monetária dos Estados Unidos em 2022. Conforme já comentei por aqui, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tem um duplo mandato de atuação que prioriza a estabilidade de preços (controle da inflação) e a busca pelo pleno emprego. Como os últimos dados do mercado de trabalho divulgados na sexta-feira (5) foram muito positivos, superando em larga escala as expectativas - e estimulando recorde das bolsas em Nova York -, o Fed está cada vez mais perto de atingir o seu alvo de emprego, e já está trabalhando com uma inflação acima da meta há algum tempo. Caso esses dois indicadores continuem nessa toada forte, a margem de manobra para que o Fed continue com políticas monetárias mais propensas a estímulos à economia fica muito reduzida. Outros números que também devem ser acompanhados pelo mercado são a produção industrial na China e o PIB do Reino Unido. Além disso, vale ficar ligado nos desdobramentos da reunião do Partido Comunista Chines que acontece nessa semana e deve estender o mandato de Xi Jinping, dentre outras coisas. E por aqui, o que esperar? No Brasil a agenda de indicadores é parecida com a americana, com poucos números relevantes sendo apresentados. Mas haverá um especificamente que será acompanhado de perto: a inflação para o mês de outubro. Em linha com o que já falei por aqui, a inflação brasileira tem surpreendido para cima desde o início do ano e tem dado trabalho para o Banco Central. Surpresas negativas com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também na quarta-feira, podem levar o mercado a pressionar por mais ação do BC e levar os juros ainda mais para cima. Além da inflação, a semana será bastante agitada no cenário microeconômico, com muitas empresas divulgando seus números do terceiro trimestre. Os balanços positivos e a pausa no ruído político também ajudaram na alta de 1,37% do Ibovespa, aos 104.824 pontos, na sexta-feira. O dólar caiu e os juros futuros corrigiram excessos recentes, enquanto o mercado espera a votação da PEC dos Precatórios, em segundo turno, na Câmara, nesta semana. Essa tramitação deve continuar sendo o foco de atenção dos investidores no front político. Seguiremos atentos. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): resultados trimestrais da Embraer e da M. Dias Branco. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário