Fome, queda de produtividade, migrações em massa, conflitos por recursos e instabilidade. Essas são algumas das previsões para o mundo, caso governos não consigam fechar um acordo para implementar medidas concretas para garantir um freio ao aquecimento global, em Glasgow, nesta semana. As informações são do colunista Jamil Chade, que está na Escócia acompanhando a COP26. Com a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas entrando em sua fase final, a constatação de negociadores é que o otimismo inicial deu lugar a um temor real de um colapso das negociações. Mas se governos não conseguem chegar a um consenso, cientistas preparam a publicação de mais um informe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e que vai revelar que o planeta caminha para um impacto "irreversível" para a humanidade se as temperaturas continuarem a subir. Num novo documento que será publicado em fevereiro de 2022 e que já começa a ser finalizado, o IPCC deixa claro que o mundo deve se preparar para mudanças profundas nos próximos 30 anos. Segundo o rascunho do informe, obtido pelo UOL, a incapacidade de governos de limitar o aquecimento para 1,5° C e a falta de um plano de adaptação terão consequências devastadoras. O documento estima que, mesmo com o cenário de um aquecimento que não passe do patamar de 1,5° C, os bolsões de pobreza persistirão e, até 2030, o número de pessoas vivendo em extrema pobreza aumentará em mais de 132 milhões, além dos 700 milhões de habitantes no planeta que já sobrevivem nessa situação. Isso ainda geraria deslocamentos de populações e migrações de populações incapazes de se adaptar às mudanças climáticas. Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário. 
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