Bom dia, leitor do TAB! Sobreviveu à semana do Sete de Setembro? Que agito, não? Aproveita a rebordosa cívica (e antidemocrática) desta quarta-feira para ler as reportagens mais legais preparamos na semana da Independência. De grafite evangélico aos imortais da ABL, o cardápio está farto. Boa leitura! Desenhos e versículos Em muros e becos de Salvador e cidades vizinhas, Cala, Tivo, EMC e Buda deixam suas marcas. Nas grafitagens e pichações — coisas que aprenderam no "mundo" — eles espalham a palavra de Deus. Embora o picho seja enquadrado na lei de crimes ambientais, para estes artistas, escrever nos muros é válido e uma forma de rejuvenescer a pregação. É usar a cultura de rua para passar a mensagem de fé, sem abandonar a linguagem coloquial que aprenderam no mundo, como conta o jornalista Gilson Jorge, no especial desta semana. Show interrompido Dia 12 seria um domingo movimentado, ideal para shows na rua. Assim pensavam os artistas que se apresentam na avenida Paulista. Nada feito. Alguns até tentaram cantar, forçar a voz, achar um lugar, dar um jeitinho. Sem sorte. O problema nem era "concorrer" com manifestantes que berravam "fora, Bolsonaro" no protesto encabeçado pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem pra Rua. As ruas estavam mais vazias que o habitual. A esquina da música Quem passa pelo palacete Tereza Toledo Lara, na rua Quintino Bocaiúva, no centro de São Paulo, pode não imaginar a quantidade de memória adormecida entre suas paredes. Ele está de pé há 111 anos e foi erguido por um conde enriquecido pelo café, Antônio de Toledo Lara. Na reportagem de Sibele Oliveira, mostramos que do térreo ao segundo pavimento, um pedaço da memória da cidade tenta resistir à crise. Eles querem ser imortais Em novembro, a ABL (Academia Brasileira de Letras) vai ganhar quatro novos imortais — que, além do prestígio, recebem mensalmente R$ 3 mil mais "cachês" em eventos. Fernanda Montenegro, por exemplo, já tem sua entrada confirmada: ela concorre sozinha a uma das cadeiras. Fui atrás de veteranos e candidatos para contar os bastidores das eleições da instituição, uma campanha cheia de mistérios e segredos. Ele fala de quem morre Desde a década de 1970, o radialista e jornalista Sérgio Martins, 72, se transformou em "arroz de festa" dos enterros e velórios em Criciúma (SC). Obituarista, ele escreve uma "coluna social" sobre as pessoas que morrem naquela região, com notas, micro-crônicas, opinião e até "guia turístico" pelas lápides. Mas com a pandemia, embora o número de mortes tenha aumentado, o dia a dia de Martins mudou: a vida agitada em função do óbito alheio precisou ser adaptada, e agora, sem poder ir presencialmente aos locais de reportagem, o veterano busca informações em e-mails e no WhatsApp. Cinco filhos na quarentena O casal Bárbara Sampaio, 53, e Cláudia Fernandez, 54, estava decidido a aumentar a família com duas (no máximo três) crianças. Mas encontraram, na verdade, cinco irmãos com idades entre cinco e 12 anos, da cidade sertaneja de Serra Talhada. Decidiram, então, que aqueles seriam seus filhos, dando início ao processo de adoção. Durante 90 dias, no meio da pandemia, a família teve de se adaptar à nova configuração. Confira essa história aqui. 
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