Olá, investidor. Como vai? Após abrir no positivo ontem (10), o Ibovespa perdeu força e fechou em queda de 0,66%, a 122.202 pontos. A baixa destoou do mercado americano, que se animou com a aprovação pelo Senado dos Estados Unidos do pacote de US$ 1 trilhão para investimentos em infraestrutura. O resultado no Brasil foi influenciado por ruídos políticos da PEC do voto impresso, pelas discussões em torno do Teto de Gastos e pelo IPCA de julho, que fechou em 0,96%, acima das expectativas do mercado. O acumulado em 12 meses soma 8,99%. Isso significa que o BC precisará trabalhar com juros acima dos 7% para levar a inflação para o centro da meta em 2022. E hoje, o que esperar? O destaque do dia é a inflação americana, que será divulgada agora pela manhã. Números pressionados podem colocar a redução de compra de ativos pelo Fed no centro da pauta do simpósio que será realizado pelo banco central americano no final do mês em Jackson Hole. À espera desses dados, as bolsas mundiais operam em ritmo de cautela. Na Ásia, o aumento do número de casos de covid-19 traz preocupações adicionais. Por aqui, teremos hoje os números de vendas no varejo, que devem demonstrar recuperação da economia com o avanço da vacinação. Os dados positivos do varejo poderiam estimular o mercado, mas o cenário fiscal e político deve manter o clima de volatilidade. Manobras fiscais como as que estão em discussão para a abrir espaço no Teto de Gastos costumam, a médio prazo, aguçar a criatividade dos políticos para ampliar gastos e comprometer a austeridade dos orçamentos públicos. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): os resultados da BR Distribuidora e da Santos Brasil. Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL Economia+? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos.

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