A CPI da Covid está com o encerramento programado para o mês que vem. Para o colunista Josias de Souza, a comissão convive com um paradoxo. Tomada pelo relatório final, a investigação parlamentar terá a aparência de uma iniciativa de sucesso. Considerando-se as consequências a serem produzidas pelas conclusões do documento, a CPI resultará em frustração. As pessoas que acompanharam os depoimentos pela televisão terão a impressão de que desperdiçaram o seu tempo quando as conclusões da CPI morrerem no arquivo do procurador-geral Augusto Aras, responsável pela análise dos crimes comuns atribuídos a Bolsonaro, e no gavetão do presidente da Câmara Arthur Lira, a quem cabe lidar com a acusação da prática o crime de responsabilidade, o crime que levaria, em tesem ao impeachment. "Não há nada que os senadores da CPI possam fazer para dissolver a cumplicidade do presidente da Câmara com Bolsonaro. Mas, com honrosas exceções, é espantosa a inércia dos senadores em relação ao procurador-geral", escreveu Josias. A recondução de Augusto Aras ao comando da Procuradoria está pendente de votação no Senado. Segundo Josias, em vez de articular a reprovação do nome de Aras, parte da CPI confraterniza com ele. Para o colunista, Augusto Aras correspondeu às piores expetativas e a maioria do Senado parece decidida a premiá-lo. Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário. |
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