Olá, pessoas! É quarta-feira, dia da newsletter do TAB. Ou, como diria o animador de rua Júlio César Pequeno, "pode chegar!". Nesta semana perfilamos o compositor Leandro Lehart, novo diretor do Centro Cultural São Paulo. Estivemos com a jovem psicóloga Georgea Michelucci Caamaño na UTI de um grande hospital paulista. Visitamos a cidade da Padroeira do Brasil, que está praticamente às moscas. E tem mais, muito mais. Venha conferir! No gogó "Promoção relâmpago!", "explosão de ofertas!", "o gerente enlouqueceu!". É assim que Júlio César Pequeno, 36, passa o dia anunciando produtos do comércio de Heliópolis, a maior favela da cidade de São Paulo. O bombeiro civil faz bico de animador de comércio há dois anos, mas com a pandemia viu os chamados desaparecerem. Só teve novas oportunidades em 2021, com períodos mais longos de abertura. "Nessa crise, várias lojas fecharam, e vejo muito colega trabalhar em troca de comida. Se é a única fonte do cara, ele acaba se sujeitando a isso pra alimentar a família." O repórter Rodrigo Bertolotto fez um perfil de Julio, que você pode ler clicando aqui. O homem do apogeu Leandro Lehart nem famoso era quando já frequentava o CCSP (Centro Cultural São Paulo), onde agora é diretor. Gostava de frequentar rodas de samba no local, depois das longas jornadas de trabalho como office-boy, como conta Luiza Sahd, em perfil publicado no TAB. Vocalista da banda Art Popular, sucesso do pagode brasileiro dos anos 1990, Lehart vive dias de muita adrenalina: uma internação dramática por covid-19, a remoção de um tumor pré-cancerígeno no intestino, a gravação do novo disco e a volta a uma rotina de trabalho como gestor. UPAs lotadas em Pernambuco
Filas enormes, lotação e o aviso que se repete: "prioridade a casos graves" de covid-19. As UPAs do Grande Recife refletem a pressão no sistema de saúde de Pernambuco, onde mais de 90% das UTIs da rede pública estão ocupadas. O jornalista Marcelo Henrique Andrade acompanhou a via-crúcis de pessoas à procura de atendimento e mostrou situações como a da estudante de enfermagem Carine Souza, 23, que para socorrer uma amiga percorreu 26 quilômetros atrás de uma unidade com vaga. Leia a reportagem, clicando aqui. Vacina em massa O que uma cidade a 315 quilômetros de São Paulo tem a nos ensinar sobre vacinação? Muito. É o que mostra uma reportagem sobre Serrana, onde foi conduzido um estudo para comprovar o impacto da vacinação em massa como forma de frear os avanços da covid-19. No total, 95,7% dos 28.380 adultos (pessoas com mais de 18 anos) da cidade receberam duas doses da CoronaVac. A pesquisa mostrou uma queda de 80% nos casos de sintomáticos, 86% das hospitalizações e 95% das mortes. Para saber mais o que o estudo de Serrana provou, e o que ainda falta provar, leia o texto, clicando aqui. Esperar com fé Com a pandemia, o movimento de romeiros e turistas diminuiu bastante no Santuário de Aparecida, em São Paulo. O impacto é direto na vida de comerciantes da região, que a cada final de semana criam expectativa de melhora nas vendas. Mas, desde 2020, nenhuma promessa de bons tempos vingou ainda — o que deixa aflita a população da cidade. Cerca de 70% dos moradores de Aparecida estão sem trabalho. A jornalista Thaís Lacaz acompanhou a situação da feira mais visitada da cidade nesta reportagem. 'Soft power' ameaçado A pandemia pôs à prova o poder de influência e atração japonesa com seu "modelo" que combina tradição e modernidade graças a um povo, a priori, disciplinado e inteligente. Para Alexandre Uehara, da USP, a Olimpíada pode ter dois saldos: se der tudo certo, pode deixar uma marca de vitória contra a pandemia, reforçando o poder simbólico do Japão; se degringolar, pode provocar abalos políticos consideráveis. E agora? Confira o texto de Juliana Sayuri, clicando aqui. Apoio em meio à dor Aos 25 anos, a psicóloga Georgea Michelucci Caamaño é encarregada de uma missão difícil: diariamente, ela tem encarado de forma intensa o sofrimento humano e a incerteza no Hospital Tide Setubal, em São Paulo. É ela quem dá informes sobre doentes que serão intubados, acompanha familiares que precisam fazer o reconhecimento do corpo e também atende pais que querem conversar. Confira o texto do jornalista Breno Damascena. 
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