As principais informa����es sobre o impacto da pandemia no Brasil e no mundo
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 96.255.312 contaminados e 2.058.534 mortos no mundo. No Brasil são 8.573.864 contaminados e 211.491 mortos. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.
O número de doses de vacina aplicadas no planeta chegou a 46,21 milhões. No Brasil são 10.103 vacinados. Os dados são da Bloomberg (mundial) e de VEJA (nacional).
É DADA A LARGADA
Dois estados brasileiros se destacaram no primeiro dia de vacinação após todo o território nacional receber as doses da CoronaVac: São Paulo e Bahia. Eles concentram 96,7% de todos os imunizados do país até a noite de terça-feira. São 10.103 vacinados no Brasil até o momento, entre pessoas com 60 anos ou mais, população indígena e profissionais da saúde. Somente paulistas e baianos somam 9.775 dos imunizados. Primeiro estado a iniciar a aplicação, São Paulo lidera com sobras: são 8.378 pessoas que já receberam uma dose do fármaco. Já a Bahia contabiliza a vacinação de 1.397 pessoas. O Rio de Janeiro vem na sequência, com 203 pessoas imunizadas.
FÁBRICAS APROVADAS
A Anvisa concedeu o Certificado de Boas Práticas de Fabricação às instalações utilizadas pelas farmacêuticas Janssen e Pfizer, que desenvolvem vacinas contra a Covid-19. Ao todo, quatro empresas participam dos processos de fabricação do insumo farmacêutico ativo biológico, bem como da formulação do imunizante feito pela Pfizer. Todas receberam a certificação. No caso da Janssen, braço da Johnson & Johnson, três empresas participam desses processos e duas já têm o aval da Anvisa. Até o momento não há pedido de uso emergencial ou de registro dos fármacos da Pfizer ou da Janssen, que ainda não apresentou os resultados da fase 3 de testes no Brasil.
CENTRO DE VACINAS
O Ministério da Saúde liberou a construção de uma nova instalação para a produção de vacinas pela Fiocruz, responsável pelo fármaco da AstraZeneca no Brasil. O pedido levou praticamente um ano para ser aprovado e passou por três ministros diferentes até que Eduardo Pazuello permitisse a construção. Todo o projeto custará mais de 2,6 bilhões de reais ao longo dos próximos vinte anos. Enquanto isso, a demora na chegada de um insumo necessário para a Fiocruz produzir a vacina de Oxford deve atrasar o cronograma do órgão. Isso porque as primeiras doses feitas no Brasil devem ser entregues ao Ministério da Saúde no início de março – se o produto chegar da China até o próximo dia 23 e se for seguro.
TODOS DEVEM TOMAR
O senador Flávio Bolsonaro afirmou esta semana que, por já ter tido Covid-19 e ter "taxa de imunidade alta", foi recomendado por seu médico a não tomar a vacina contra a doença neste momento. Mas isso faz sentido cientificamente? De acordo com especialistas ouvidos por VEJA, não. Os estudos clínicos das vacinas incluíram tanto pessoas que já tiveram a infecção quanto aqueles que não foram infectados. Sendo assim, a recomendação é que quem já teve Covid anteriormente seja vacinado, principalmente porque é possível haver reinfecção. Além disso, a formação de anticorpos induzida pelo imunizante é muito maior do que a conferida pela doença em si.
VEJA INSIGHTS
No momento em que os primeiros brasileiros começam a ser vacinados, a plataforma VEJA INSIGHTS lança uma edição em parceria com VEJA Saúde com artigos de nove cientistas sobre o assunto. Nela, se destaca o avanço colossal no esforço para desenvolver as chamadas vacinas de terceira geração, aquelas que utilizam apenas informação genética, na forma de uma sequência do DNA, e não com os vírus agressores inteiros nem com seus pedaços e também as que usam uma fração do RNA do vírus. Aborda também discussões como o desafio para produzir uma versão totalmente nacional do fármaco. Clique aqui para ler e baixar a nova publicação do VEJA INSIGHTS.
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