As principais informa����es sobre o impacto da pandemia no Brasil e no mundo
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 95.101.360 contaminados e 2.032.180 mortos no mundo. No Brasil são 8.488.099 contaminados e 209.847 mortos. O número de doses de vacina aplicadas no planeta chegou a 42,22 milhões. Os dados são da Universidade Johns Hopkins (casos e óbitos) e da Bloomberg (vacinação).
USO EMERGENCIAL APROVADO
A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19: a CoronaVac e a de Oxford. Assim que o resultado foi proclamado, a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, se tornou a primeira brasileira a ser imunizada contra a doença em solo nacional. Ela recebeu a dose da CoronaVac no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Mônica atua na linha de frente no combate à pandemia, na UTI do Hospital Emílio Ribas, que também fica na capital paulista. Até o fim do domingo, o estado de São Paulo havia vacinado mais de 100 profissionais de saúde, entre eles, a indígena Vanuzia Costa Santos, que também é técnica de enfermagem.
RESPOSTA FEDERAL
Após o sinal verde dado pela Anvisa e as primeiras doses aplicadas em São Paulo se adiantar ao federal, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi pressionado por governadores a antecipar a campanha nacional de vacinação, antes prevista para quarta-feira, para esta segunda. Cerca de seis milhões de doses da CoronaVac foram distribuídas aos chefes estaduais em evento simbólico no centro de logística do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O Ministério da Saúde divulgou a quantidade de unidades liberada para cada estado. Em coletiva no domingo, Pazuello lembrou que as medidas preventivas devem continuar, mesmo após a imunização.
VACINA DE OXFORD
Enquanto as primeiras doses da CoronaVac já foram aplicadas em São Paulo, as 2 milhões de unidades do imunizante de Oxford que seriam exportadas da Índia ainda não têm data para chegar ao Brasil. Após a aprovação para uso emergencial dada pela Anvisa, Eduardo Pazuello prometeu que as doses serão buscadas esta semana. O país asiático iniciou a campanha de vacinação nacional no fim de semana, o que pode facilitar a exportação, segundo o ministro. Já em relação à produção nacional do fármaco, o problema está na importação de insumos da China. De acordo com o general, o país "não tem dado celeridade aos documentos necessários."
DOSES DA CORONAVAC
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que vai solicitar nesta segunda-feira uma nova autorização de uso emergencial para quatro milhões de doses da CoronaVac produzidas no país. O novo pedido é necessário porque a autorização já concedida diz respeito às cerca de seis milhões de unidades importadas da China e que foram entregues ao governo federal. Também nesta segunda, São Paulo, que adotou uma quarentena mais rígida em oito regiões, inicia o plano logístico para distribuição de doses e seringas e agulhas para a vacinação em seis hospitais de referência. Até abril, o Butantan deve fornecer 46 milhões de doses de seu imunizante.
SPUTNIK V
A Anvisa devolveu os documentos apresentados pelo laboratório União Química, responsável pela vacina Sputnik V, por não apresentar condições mínimas para submissão e análise pela agência. Por causa disso, o Fundo Russo de Investimento Direto anunciou que em até uma semana irá entregar todas as informações adicionais para o pedido de uso emergencial no Brasil. Isso inclui a permissão para iniciar os ensaios clínicos de fase 3 no país. Esse tipo de estudo é uma das exigências da Anvisa para liberar a utilização emergencial de um antígeno contra a Covid-19. Nove países já registraram o imunizante desenvolvido pelo Instituto Gamaleya.
VOOS SUSPENSOS
Depois do Reino Unido, a Itália anunciou no fim de semana a suspensão de todos os voos vindos do Brasil, devido à identificação de uma nova variante do coronavírus em Manaus. O Ministério da Saúde italiano também proibiu a entrada de qualquer pessoa que tenha estado no Brasil nos 14 dias anteriores. "É fundamental que nossos cientistas estudem a nova cepa. Nesse meio tempo, estamos tomando uma abordagem muito cautelosa", afirmou o ministro da Saúde Roberto Speranza. Ao todo, cientistas já listaram cerca de 800 mutações do vírus no mundo, mas apenas três preocupam: a do Reino Unido, da África do Sul e do Brasil.
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