A crise do desabastecimento de oxigênio no Amazonas se espalhou pelo interior do estado, e já na região metropolitana de Manaus deixa rastro de mortes, colapso e correria atrás de cilindros que garantam a cada momento o insumo para que os pacientes em leitos de hospitais tenham chance de sobreviver à covid-19. Em reportagem publicada hoje no UOL, Rosiene Carvalho ouviu algumas dessas famílias desesperadas por conseguir ar para pacientes. É o caso da servidora pública Sabriane Guedes, 36, que diz que o pai Francisco Pereira da Silva, 67, foi assassinado no hospital de campanha de Manacapuru, a 70 quilômetros de Manaus. Ele era um dos pacientes internados na unidade quando faltou oxigênio por duas vezes entre quinta e sexta-feira, dia em que o sistema entrou em colapso total no Amazonas. Assassinato. Ele foi assassinado! Morreu porque deixaram faltar oxigênio no hospital." Sabriane Guede Na cidade, que já perdeu ao menos 11 pacientes desde o início da crise atual, carros saem de hora em hora para enfrentar uma hora de estrada na AM-070 e garimpar em Manaus fornecedores ou doadores de oxigênio para abastecer os cilindros avulsos. O esforço tem feito com que a cidade tenha reserva de oxigênio para quatro horas. "Silenciosa demais"Enquanto a pandemia se interioriza, em Manaus, profissionais de saúde relatam o repórter Carlos Madeiro preocupação diante da velocidade e a gravidade da evolução da covid-19 em pacientes que buscam os prontos-socorros em Manaus. Segundo eles, a doença tem maior transmissibilidade causada por mutações que geraram uma nova variante no estado. Os dados também indicam uma doença que tem matado mais jovens e causado lesões mais graves nos pulmões. Algo de muito diferente está ocorrendo em Manaus. Não sei informar se é uma cepa nova ou se é algo diferente. Mas quem está na linha de frente está vendo um aumento da gravidade dos casos." Noaldo Lucena, infectologista e pesquisador que atua em clínica popular, atendimento domiciliar e hospitais públicos 
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário