segunda-feira, 18 de maio de 2020

Resumo VEJA: Coronavírus

As principais informações sobre o impacto da pandemia no Brasil e no mundo
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 315.488 mortos e 4.730.968 contaminados no mundo e 16.118 mortos e 241.080 contaminados no Brasil.

POSIÇÃO INGRATA

Com 7,9 mil novos casos em 24 horas, o Brasil ultrapassou Itália e Espanha em número de infectados pelo coronavírus, encostando no Reino Unido, que tem 243 mil casos. O país agora é o quarto mais atingido pela doença no mundo. Estados Unidos e Rússia lideram a lista. Em número de mortes pela Covid-19, o Brasil ocupa a sexta posição. Segundo o Ministério da Saúde, 94.122 pacientes estão recuperados, o equivalente a 39% do total. Pelo ritmo acelerado e crescente de contágios, o Brasil deve assumir muito em breve a terceira posição em um ranking em que nenhum país gostaria de estar.
 


TROCA NO RIO

Em meio à escalada de casos no Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel exonerou o secretário de Saúde , Edmar Santos, "por falhas na gestão de infraestrutura dos hospitais de campanha". O clima ficou insustentável após a pasta ser alvo de uma operação da PF. O substituto será Fernando Ferry, diretor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. O governo do RJ decidiu ainda rescindir um contrato milionário assinado com uma empresa de um estudante de 19 anos. A secretaria de saúde havia encomendado 300 respiradores, que nunca foram entregues. Em Brasília, segue a expectativa para a escolha do novo ministro da Saúde. Nelson Teich pediu demissão na sexta e o general Eduardo Pazuello assumiu interinamente.


EXEMPLO ARGENTINO

Matéria de VEJA desta semana mostra como a Argentina apresentou bons resultados no combate ao coronavírus. Com uma quarentena rigorosa que começou ainda quando o país mal havia entrado nas estatísticas da doença e foi cumprida à risca pela maioria dos 45 milhões de habitantes, a Argentina não viu o sistema de saúde sufocar e permitiu a reabertura de parte das atividades na última semana. Entre 22 países latino-americanos, o vizinho do sul aparece em 10º lugar no balanço de contágio. Para se ter ideia, SP tem população parecida e registra sete vez mais contaminados e doze vezes mais mortes. O fim da quarentena na Grande Buenos Aires, porém, está previso para 24 de maio e pode ser prorrogado.


MISSÃO ESPECIAL

Apesar de Jair Bolsonaro minimizar o perigo do coronavírus desde a chegada da doença ao Brasil, as Forças Armadas montaram uma verdadeira operação de guerra contra o vírus, anunciada ainda em 24 de março. O efetivo mobilizado de 31.000 homens é maior que o usado na II Guerra Mundial, por exemplo. As ações envolvem soldados, médicos e especialistas em armas químicas. Com diversas missões pelo país, o efetivo ficou exposto à Covid-19 vírus e nove fardados já morreram, além de mais de 2,5 mil testarem positivo. Apesar do risco, a ordem na tropa é derrotar o inimigo, como mostrou o paciente mais idoso a se recuperar no país, o pracinha Piveta, de 99 anos, que lutou contra os nazistas na Itália.


CAUTELA COM OS OXÍMETROS

O medo causado pela Covid-19 aumentou as vendas dos oxímetros portáteis, dispositivos que medem a oxigenação sanguínea pela ponta dos dedos. Após desaparecer das farmácias, a comercialização do aparelho via e-commerce subiu 171% em abril em relação ao mesmo período de 2019. Mas, como mostra matéria de VEJA , é preciso cautela. Apesar de ter sido sugerido por um médico americano, o oxímetro não pode ser tratado como método caseiro de detecção do vírus e só deve ser usado com acompanhamento médico. Especialistas apontam ainda para o risco de um efeito colateral, como o aumento da ansiedade causado pelas verificações frequentes. Caso tenha algum sintoma, o melhor é procurar um hospital.

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