Desde que surgiu em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus (SARS-CoV-2) já causou mais de 300 mil mortes. Mas um número ainda maior de pessoas conseguiu superar a infecção: segundo dados da Universidade Johns Hopkins dos (até agora) 4,5 milhões de contaminados, 1,6 milhão se recuperou. Só no Brasil, quase 80 mil pacientes se "curaram". "Curaram" porque, por ser um vírus novo, não sabemos ao certo se dá para falar mesmo de cura. Tanto é que a própria OMS (Organização Mundial da Saúde) prefere o termo "recuperados". São tantos dados que chegam o tempo todo que os médicos costumam dizer que "estamos trocando o pneu do carro em movimento". Mas já dá para estabelecer que a maioria das pessoas contaminadas terá apenas sintomas leves e que, se tudo der certo, em cerca de seis semanas a pessoa está recuperada. Quem fica em estado grave, no entanto, pode ter problemas nos pulmões, no coração, cérebro e nos rins. Também já estamos estudando as opções de tratamento — alguns, bastante promissores. E o mais importante: muito provavelmente, não há reinfecção, e a imunidade pode, sim, existir. Remdesivir: uma nova opção? Aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) nos EUA, o remdisivir é um antiviral criado para tratar o ebola que mostrou resultados discretamente positivos em um grande estudo americano. Por isso, acabou se tornando uma promessa de tratamento para a covid-19 -- embora ainda desperte a desconfiança da classe médica, que pede por mais estudos para garantir seu efeito benéfico. André Kalil, infectologista brasileiro da Universidade de Nebraska Medical Center e que lidera uma das pesquisas, acredita que o medicamento é, sim, promissor, mas precisa ainda de "mais tempo" para garantir mais evidências científicas. De uso restrito, a substância ainda não é comercializada no Brasil. Novo coronavírus pode se tornar endêmico Enquanto não encontramos nem a vacina, nem o tratamento ideal, a OMS anunciou nesta semana que o novo coronavírus pode se tornar endêmico, assim como o HIV é hoje. Isso quer dizer que ele nunca irá desaparecer de fato, causando alguns surtos de tempos em tempos -- mas de forma controlada. Ou seja, a aposta da entidade é que teremos que nos acostumar à vida com o micro-organismo assim como aprendemos a conviver com o vírus da gripe. Canja de galinha e outros truques para melhorar a saúde A receita é clássica em qualquer família: bastou uma gripe ou resfriado surgir para entrar em cena a recomendação de repouso + canja de galinha. Ou, quando o problema é a tosse, vale investir em leite com açúcar queimado. Esses e outros truques quase nunca têm embasamento científico, mas alguns podem, sim, ter efeito benéfico indireto: no caso da canja, por exemplo, além da sensação de bem-estar e conforto que ela promove, o líquido quente ajuda a dissolver o muco e ainda a repor os líquidos perdidos durante o tempo de infecção. Como ter menos vontade de fazer xixi a noite? Algumas pessoas não conseguem ter uma boa noite de sono por conta da necessidade de fazer xixi uma ou várias vezes durante a madrugada. A principal recomendação, nestes casos, é reduzir o consumo de líquidos a partir das 18h e ainda evitar a ingestão de alimentos estimulantes durante a noite como café, refrigerante e comidas apimentadas. Mas, o principal: se você acha que está afetando sua qualidade de vida, vale investigar o problema com ajuda médica e checar se a situação não é provocada por algo mais sério. |
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