sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

POLITICANDO: No Congresso não se mexe

E mais: O "roda presa" caiu
Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse aqui.
BRASÍLIA, 07 DE FEVEREIRO de 2020
O presidente Jair Bolsonaro durante fórum em Abu Dhabi Foto: Satish Kumar/Reuters
Sobrevida parlamentar
POR francisco leali
coordenador na SUCURSAL DE BRASÍLIA
Olá.

Câmara e Senado começaram 2020 dando o primeiro recado: não se mexe com os seus facilmente. Foi assim em dois casos diferentes. No Senado protegeu-se, pelo menos temporariamente, o mandato da senadora Selma Arruda (Podemos-MT). Na Câmara, o deputado Wilson Santiago (PTB-PB) ganhou sobrevida parlamentar.

Mesmo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tendo cassado o mandato da senadora Selma, que já foi conhecida como a "Moro de saia",  seus colegas preferiram avaliar o caso, dar tempo para ela se manifestar. A senadora foi condenada pela justiça eleitoral por uso de caixa dois e abuso do poder econômico nas eleições de 2018. Ministros do STF esclareceram que não tem mais volta. Ou seja, o Senado até pode cumprir a burocracia interna de notificações e manifestações, mas a decisão final é uma só: Selma tem que sair.

No caso da Câmara, os mesmos ministros do STF reconhecem que há possibilidade de os deputados suspenderem ou mesmo anularem a decisão do ministro Celso de Mello que determinou o afastamento de Wilson Santiago, denunciado por corrupção.

Apesar das brechas legais, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu que o caso é grave e o deputado terá que se ver com o Conselho de Ética da Casa. Um caminho que posterga por algum tempo a vida parlamentar de Wilson Santiago. Como a senadora Selma, ele ganhou direito de ir e vir pelos corredores do Congresso, votar em sessões, como se nada houvesse contra os dois. 

Haverá quem pense que o tal clamor das ruas de vez em quando bate na porta da Praça dos Três Poderes. De fato, muitas vezes ele é escutado, outras os ouvidos fazem-se de moucos. 

 
Vale a leitura:

O "roda presa"

Gustavo Canuto foi demitido do Ministério de Desenvolvimento Regional. Alegou-se incompatibilidade dele com colegas do governo, como o ministro Paulo Guedes. Um dos motivos teria sido também uma aparente inabilidade de Canuto de "entregar serviço". Daí teria sido maldosamente apelidado por colegas de governo de o "roda presa".
 
A Justiça quase disse sim

A Justiça Federal em Brasília rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista Glenn Greenwald. Ele havia sido incluído na lista dos acusados de invadir telefones e aplicativos de autoridades para tirar conversas que acabaram por expor a incensada Lava-Jato.
Como há uma decisão do Supremo Tribunal Federal estabelecendo que o jornalista não poderia ser investigado, o juiz federal barrou a intenção do MPF de transformar Glenn em réu. Mas o caso ainda não está encerrado porque o jornalista está protegido por uma decisão liminar. E o juiz acha que tem indício de crime.
Glenn quer ganhar no mérito para deixar claro que jornalista tem o direito de receber informação das suas fontes e não ser incriminado por isso. Caso contrário, na década de 70, quando o New York Times publicou documentos sigilosíssimos do governo dos Estados Unidos sobre a guerra do Vietnã, vazados por uma fonte, um grupo de repórteres teria sido punido por revelar os estragos oficialmente omitidos. 


 
Facebook
Twitter
Instagram
Google+
(21) 4002-5300 - Capitais e grandes cidades | 0800 021 8433 - Demais localidades
 
2ª a 6ª feira, das 6h30 às 17h
Sábados, domingos e feriados, das 7h às 12h
Ainda não é assinante do Globo? Ligue 4002-5300 ou acesse ›
Esse email foi enviado para canaltutodroid.nega@blogger.com
Caso não queira mais receber esta newsletter diária acesse esse link.

Nenhum comentário:

Postar um comentário