São Paulo, 09 de fevereiro de 2020.
A newsletter será diferente hoje
Quero utilizar este espaço para iniciar uma discussão sobre algo que está presente diariamente nos jornais há algumas semanas: o surto de coronavírus na China.
Em meio a tantas notícias, pode ser confuso entender o que está realmente acontecendo na Ásia – e mais difícil ainda saber como as pessoas estão lidando com isso na prática.
Por esse motivo, o time da StartSe na China está empenhando em nos mostrar, por meio de vídeos, como tem sido suas rotinas.
Além disso, o repórter João Ortega, que analisa atentamente tudo o que está acontecendo no país asiático, nos conta como o governo e as empresas da China estão disponibilizando seus recursos para combater a proliferação do vírus.
Confira tudo isso a seguir.
Um forte abraço,
Tainá Freitas – Repórter StartSe
O que está acontecendo de verdade na China?
A China é um país tradicionalmente pouco aberto à imprensa ocidental. No entanto, com o surto do coronavírus, cujos casos vêm crescendo desde o início do ano, a atenção global está voltada ao país asiático.
É fato que as cidades mais afetadas pela epidemia têm acesso bloqueado e milhões de chineses estão em quarentena. Também é verdade que o governo recomenda que as pessoas não trabalhem nos escritórios e fiquem em casa, e que as escolas estão fechadas até segunda ordem.
No entanto, em meio à adversidade, surgem notícias promissoras. A equipe da StartSe na China realiza cobertura in loco do dia-a-dia no país e avalia que a população, assim como os setores privado e público, está unindo forças para evitar a proliferação do vírus. Veja o relato do meu colega Vinícius Oliveira, direto de Pequim:

Como informa o relato, algumas das maiores empresas da China estão disponibilizando recursos e soluções tecnológicas para combater o coronavírus. Entre elas, destacam-se nomes como Alibaba, Baidu e Meituan Dianping.
Inovação
A China é uma das maiores potências de inovação no mundo e está utilizando as tecnologias mais avançadas que há no mercado contra o coronavírus.
Na construção civil, uma técnica de pré-fabricação foi utilizada para construir um hospital em apenas dez dias. Para montar o empreendimento de 25 mil m² e mil leitos na cidade de Wuhan, a estrutura foi dividida em módulos produzidos separadamente em uma fábrica. Então, cada um desses "containers" foi transportado ao canteiro de obra, em um exemplo de modelo eficiente de edificação.
No atendimento à população, o governo utiliza inteligência artificial para reconhecimento de voz e dar recomendações de saúde por meio de um canal telefônico. Em linha telefônica dedicada a este fim, o robô conversa com chineses que apresentam possíveis sintomas da contaminação e envia os dados coletados para o serviço de saúde estatal.
Nas cidades de Pequim e Shenzhen, a inteligência artificial é integrada aos sistemas de controle de estações de trem e aeroportos. O algoritmo detecta o calor humano por meio de sensores e identifica áreas de aglomeração. Então, o software prioriza viagens que diminuam a quantidade de pessoas em uma mesma plataforma, diminuindo riscos de contaminação.
Na área de notícias do novo site da StartSe, bem como nas redes sociais, você segue acompanhando os relatos da equipe da China para saber o que de fato acontece por lá.
Um forte abraço,
João Ortega — Repórter StartSe

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