Gostaria de desejar um excelente 2020 a todos os assinantes Growthaholics! Estamos de volta com a programação normal: é newsletter e podcast novo toda quinta-feira. Voltamos do recesso já com a corda toda e cheios de energia para transformar esse país!
E falando nisso, o ano das startups brasileiras já começou a todo vapor, com um novo unicórnio. Mas disso, falamos mais abaixo.
No podcast dessa semana, abrimos portas para aqueles que têm o desejo de empreender e não sabem por onde. Meus convidados, Milena Fonseca e Felipe Collins, e eu damos boas opções. Bora explorar novos caminhos? Basta ouvir no seu player favorito!
#Mais um pra conta

De uma rodada de US$ 175 milhões, liderada pelos fundos americanos Vulcan Capital e Andreessen Horowitz, nasceu o mais novo unicórnio brasileiro: a Loft. Já falamos muito da startups de reforma e venda de imóveis (que aliás, adquiriu a Decorati, que pertencia ao portfólio ACE) que, no total, já somou US$ 275 milhões em aportes.
A Loft é o primeiro unicórnio brasileiro da safra de 2020, atingindo um valuation de US$ 1 bilhão - ainda que a empresa não confirme valores.
Ainda atuando apenas em São Paulo, a startup tem planos de chegar ao Rio de Janeiro neste primeiro trimestre, para logo em seguida alçar voos mais longos. De olho na expansão internacional, a Loft já mira a Cidade do México. Para tanto, já fez uma nova contratação: Juan Pablo Ramos, ex-diretor de expansão regional do Uber Eats.
Além disso, já começa sua ampliação de ofertas de serviços, principalmente financeiros, como financiamento imobiliário e home equity.
#O que esperamos de 2020
Já falamos por aqui algumas vezes - e foi pauta constante da imprensa - o ótimo desempenho das startups brasileiras em 2019. Falo exatamente disso aqui nesta matéria da PEGN, na qual participei ao lado de outros especialistas da área. Mas acredito que 2020 promete ser ainda melhor. Prova disso é a notícia da Loft aqui já mencionada.
Quando comparamos o momento em que estamos ao começo da década, percebemos que abrir uma startup tem se tornado mais simples, principalmente devido a termos um ecossistema mais preparado e "colaborativo", a melhora dos indicadores econômicos e ao desabrochar do mercado de venture capital. Hoje vemos uma grande quantidade de aceleradoras, fundos de investimento, e até mesmo empresas, investindo. Além do interesse que o governo vem mostrando em desburocratizar regulamentações. Vide o Marco Legal das Startups, que comentei aqui em uma coluna do Estadão.
Não faltam motivos para comemorar, mas por outro lado, temos alguns desafios para vencer nesta próxima década, principalmente no que diz respeito à contratação de talentos. Enfrentamos uma forte escassez de pessoas com formação técnica, que vai do marketing à tecnologia, e com experiência em empreendimentos de alto rendimento.
#Com um pé atrás
Em uma atitude bem peculiar, o SoftBank optou por pausar alguns investimentos em startups. Isso pode gerar algum estranhamento, dada a fama de visionários do fundo, além dos grandes valores investidos em startups nos últimos anos.
Sabemos que investir neste setor é algo que demanda bastante critério, tendo em vista os riscos e o tempo estimado que se espera o retorno (em sua maioria das vezes, gira em torno de 10 até 15 anos). O fundo tem tomado medidas mais "austeras" antes de iniciar suas rodadas de investimento, e deu o seguinte testemunho sobre suas ações:
"Dado que somos fiduciários e investimos grandes quantidades de capital, o nosso processo de investimento é mais rigoroso do que os investidores não regulados e os típicos VCs. Houve alguns casos em que nosso processo levou mais tempo do que o previsto, o que lamentamos. Estamos sempre à frente dos fundadores sobre o que esperar e tentamos mantê-los informados a cada passo do caminho".
A análise do Axios ainda conta que o SoftBank teria desistido de deals já com term sheet na mesa - e lista alguns aqui.
#Não é feitiçaria

Pat Brown, CEO da Impossible Foods (a maior concorrente da Beyond Meat nos EUA), lança mais uma alternativa para o grupo das carnes vegetais: a "carne" de porco. Sua ideia é, cada vez mais, transformar a humanidade e seus hábitos, oferecendo opções que não são derivadas de animais. Ou, como ele mesmo diz, "ninguém gosta do fato da carne ser feita de um cadáver de animal". Assim, ele segue na incansável missão de resolver dois problemas de uma única vez: a mudança climática catastrófica e o colapso da biodiversidade.
Mas por que carne de porco? A proteína é a mais consumida no mundo, e isso coloca a empresa a um passo de se aproximar cada vez mais do seu objetivo. Não se consegue endereçar estas questões sem considerar países superpopulosos (aqui logo pensamos Índia e China, mas não somente) que contribuem para esse consumo.
Mas também há tecnologia envolvida nessa decisão! Outro motivo que levou a empresa a criar a "carne" de porco antes de peixe ou frango foi a textura necessária. Os ingredientes utilizados para produzir o hambúrguer "bovino" e dar a textura de carne são muito semelhantes aos que seriam necessários para criar a carne suína, alterando apenas as proporções dos ingredientes. Também será lançada a salsicha vegana da marca, oferecendo mais uma opção para o público.
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